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SÃO PAULO – Tenha em mente que um fundo de ações é um investimento de longo prazo e avalie seu perfil de risco. Estas são as duas dicas básicas que Carlos Henrique Mussolini, diretor da área de Administração de Recursos de Terceiros da Itaú Corretora, dá às pessoas que pretendem aplicar seus recursos em fundos de ações.
Para quem não possui conhecimentos no mercado, Mussolini aponta os fundos de ações como uma opção atrativa. Isto porque, na escolha da instituição na qual se aplicará recursos em um fundo de ações, o investidor contará com uma equipe de profissionais capacitados que estará em busca de boas opções de investimento.
“Como um investimento de longo prazo, os fundos de ações são uma excelente ferramenta para diversificar e elevar os retornos de sua carteira. Mas deve-se levar em conta o perfil do investidor”, disse em chat realizado na última quinta-feira (19) junto a analistas e investidores.
Diversificar ou concentrar investimentos?
Quando questionado sobre qual seria o prazo mínimo para aplicar em um fundo de ações, Mussolini declarou que tal prazo não existe, uma vez que um investimento pode se mostrar rentável já no curto prazo. Contudo, quando o analista menciona “investimento de longo prazo”, faz referência a períodos superiores a um ano.
Avaliando as diversas categorias de fundos de ações, Mussolini acredita que, na hora de decidir se a melhor opção é concentrar os recursos em determinado fundo ou diversificar as aplicações em diversas categorias diferentes de fundos de ações, o investidor deve identificar seu objetivo.
“A diversificação entre fundos de ações deve se pautar por este objetivo. Seu objetivo pode ser acompanhar o Ibovespa ou procurar superar este benchmark, mas correndo o risco de ter retornos no curto prazo abaixo deste índice. Se o objetivo, por exemplo, for o primeiro, a diversificação se torna ineficaz”, disse o analista da Itaú Corretora.
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Destine recursos por longo período
Para aqueles que, além de pouco interados com o mercado acionário, não tem familiaridade com os fundos de ações, Mussolini sinaliza, mais uma vez, que o primeiro passo a ser tomado pelo investidor é identificar seu perfil de risco.
Apesar de os fundos de ações não possuírem carência, ou seja, é possível solicitar um resgate a qualquer momento após a aplicação, o analista não deixou de destacar que este tipo de fundo deve ser encarado como investimento de longo prazo, sobretudo pela volatilidade que apresentam.
Por isso, Mussolini recomenda que se aplique nos fundos de ações a parcela dos recursos que possa ficar investida em um período mais longo.