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SÃO PAULO – Nem mesmo a interferência do Banco Central foi suficiente para segurar o câmbio. O dólar anulou a queda vista nesta manhã e passou a subir nesta terça-feira (3). Às 16h05 (horário de Brasília), a moeda americana registrava alta de 0,18%, sendo cotada a R$ 2,279 na compra e R$ 2,280 na venda.
Na noite passada, o Banco Central surpreendeu e anunciou um leilão maior de swap para rolagem para hoje. A autoridade monetária dobrou a oferta para 10 mil contratos de swap, o dobro do que vinha realizando recentemente. Para os especialistas, o presidente do BC, Alexandre Tombini, não gostou muito da arrancada do dólar ontem – quando atingiu a maior alta em quase seis meses -, temendo sobre os impactos sobre a inflação.
Neste segundo leilão, o BC vendeu a oferta total, já rolando um pouco mais de 7% do volume que vence no próximo mês. Para os operadores procurados pela Agência Estado, ainda não está claro se a estratégia para as rolagens mudou de fato ou se foi uma decisão pontual, apenas para diminuir os ânimos após as fortes altas recentes.
“Vai ser difícil voltar para a banda de R$ 2,20 a R$ 2,25 (vista nos dois últimos meses). E hoje a moeda não deverá devolver toda a alta de ontem porque está em aberto se vai seguir esse ritmo de rolagem ao longo do mês”, afirmou a economista da CM Capital Markets Camila Abdelmalack.
O nível entre R$ 2,20 e R$ 2,25, na avaliação dos especialistas, agradaria ao BC por não ser inflacionário e não prejudicar as exportações. Se por um lado a ação do BC ainda deixa a pulga atrás da orelha sobre o futuro das rolagens, de outro serviu para diminuir as dúvidas sobre o que fará com a intervenção diária após junho.
(Com Agência Estado)