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O Grupo SBF (SBFG3) e a Track&Field (TFCO4) divulgaram os balanços do primeiro trimestre de 2026 de suas respectivas companhias. De maneira geral, ambas as empresas tiveram resultados bons, com crescimento de receita e pressão na margem bruta.
O Grupo SBF, dono da rede de varejo esportivo Centauro, teve lucro líquido de R$ 74,2 milhões no período. A Track&Field reportou lucro líquido ajustado de R$ 41,5 milhões, um crescimento de 6,3% em relação ao ano anterior.
De acordo com a XP Investimentos, o Grupo SBF teve melhora na receita e na margem bruta, com resultados acima da expectativa. Mesmo com investimentos mais pesados em SG&A (despesas com vendas, gerais e administrativas), o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) também acabou positivo, 10% acima das expectativas da XP.
A principal surpresa positiva, segundo os analistas do Goldman Sachs, veio da margem bruta. O indicador subiu 110 pontos-base (1,1 ponto percentual) ao ano, revertendo a tendência negativa dos últimos trimestres. Mesmo com forte pressão, em especial do câmbio, o resultado foi mais resiliente do que o esperado tanto na Fisia quanto na Centauro, segundo o banco.
A margem Ebitda (pré-IFRS) caiu 120 pontos-base ao ano, ao mesmo tempo em que o Ebitda absoluto superou as estimativas do consenso.

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Embora tenha apresentado uma melhora (e sendo amplamente compensado pelo impacto do incentivo fiscal de ICMS), o câmbio continua sendo um fator negativo para as margens brutas da Fisia, em específico.
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Para o Bradesco BBI, de maneira geral, a avaliação da companhia é neutra em relação ao que já está precificado. Mesmo combinando pontos positivos e negativos, os analistas acreditam que as expectativas formadas desde os resultados do 4T25 já estavam parcialmente refletidas nos números do 1º tri.
Track&Field
A Track&Field também apresentou um sólido crescimento de receita, ligeiramente melhor do que o esperado. De acordo com a XP Investimentos, o crescimento foi um dos mais fortes da sua cobertura.
As vendas líquidas consolidadas tiveram alta de18% na comparação anual, sustentadas pela abertura de lojas (+36 nos últimos doze meses). Além disso, o crescimento sólido de vendas em mesmas lojas (SSS) de 12%, também ajudou nos resultados.
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Ao mesmo tempo, como já era esperado pelos mercados, a companhia também sofreu com uma compressão de margem bruta — um impacto maior que a do Grupo SBF. Esse resultado refletiu uma maior participação de vendas de mercadorias para franqueados.
De acordo com os analistas, o desempenho mais forte de sell-in dentro das vendas totais resultou em pressão na margem, que caiu 120 pontos-base no período. Em comparação com o Grupo SBF, a Track&Field sofreu mais.
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Mesmo com essa pressão, os analistas destacam que o impacto revela uma volatilidade trimestral normal, que não deve mexer com a tese da companhia. Além disso, a XP afirma que esse resultado deve se traduzir em uma participação maior de royalties no 2º tri.