Queda no preço das commodities deve continuar influenciando as bolsas

Com temor de recuo da demanda, investidores fogem do setor; cenário pressiona papéis listados no Ibovespa

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SÃO PAULO – Dando continuidade ao movimento visto na última sessão, os preços das commodities seguem em declínio, indicando mais um dia de cautela nos mercados internacionais.

Após o bom humor causado pela ação do Fed, a sessão da última quarta-feira (19) revelou mais um problema para a economia global: com especulações sobre a queda da demanda por matéria-prima por causa da desaceleração do crescimento mundial, o mercado financeiro foi tomado por uma onda de aversão ao risco que derrubou as bolsas internacionais.

Além das especulações, outro fato que aumentou a cautela dos investidores foi um relatório do governo norte-americano mostrando queda na demanda por combustível, o que pressionou o preço do petróleo bruto.

Fuga para o dólar

Com a entrada dos investidores no mercado de commodities para fugir da crise das bolsas e do enfraquecimento da moeda norte-americana, o preço dos produtos aumentou expressivamente nos últimos meses, o que elevou o risco de colapso.

Somada aos relatórios sobre diminuição da demanda, a indicação dada pelo Fed de que os juros podem voltar a subir caso o cenário inflacionário piore, aumentou o pessimismo do mercado.

Preocupados com os impactos da desaceleração do crescimento global na demanda, os investidores se desfizeram das aplicações em commodities e passaram a aplicar novamente em dólar, o que provocou desvalorização das matérias-primas.

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Impactos no Ibovespa

O grande problema dessa movimentação toda é que a queda no preço das commodities acaba influenciando também as ações de companhias ligadas aos produtos.

A queda do Ibovespa vista na última quarta-feira se deve principalmente ao fato de que o índice concentra grande número de empresas voltadas para o mercado de matérias-primas, como a Vale e a Petrobras, que foram as grandes responsáveis pela acentuada desvalorização do índice.

Queda nos preços continua

A previsão é de que as commodities continuem apresentando desvalorização, enquanto o dólar se fortalece frente às principais moedas estrangeiras.

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Nas últimas sessões, o ouro apresentou a maior queda em 25 anos, recuando 12% após a onça atingir o preço recorde de US$ 1.032,70. Já o petróleo segue em queda, tendo caído abaixo da barreira dos US$ 100 pela primeira vez desde o começo do mês.

A tendência de desvalorização também é vista no preço de outros metais preciosos, na soja – que cai pelo segundo dia – e no cobre, que apresentou a maior queda dos últimos sete meses.