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SÃO PAULO – Guiados pela desvalorização do dólar, os preços das commodities mantiveram a trajetória de valorização nesta sexta-feira (8). Em alta pela sétima sessão consecutiva, o Goldman Sachs Commodity Index, índice composto por 24 commodities de diferentes setores, fechando a 757,2 pontos – maior patamar desde agosto de 2008.
Dentre os materiais básicos que mais se destacaram, aparece o petróleo negociado em Nova York, que nesta sexta-feira viu o contrato do seu barril com vencimento em março atingir seu maior patamar desde setembro de 2008. Dentre as commodities metálicas, destaque para o zinco (+2,92%), níquel (+2,62%), cobre (+2,32%) e chumbo (+2,24%). Os metais preciosos prata e ouro subiram 2,67% e 1,01%, respectivamente.
A maioria das commodities agrícolas também fechou em alta nesta sessão. Destaque para o trigo (+3,14%), soja (+2,11%) e milho (+1,19%).
Viva do lucro de grandes empresas
| Commodities | Variação |
| Ouro | +1,01% |
| Prata | +2,67% |
| Cobre | +1,92% |
| Petróleo Brent | + 3,24% |
| Petróleo NY | +2,26% |
Dólar em queda impulsiona demanda
O principal fator para o movimento de valorização das matérias-primas foi a forte desvalorização do dólar, que conheceu nesta sexta-feira seu menor patamar desde 5 de agosto de 2008 em relação ao real. O euro e a libra esterlina ganharam poder de compra em relação à moeda norte-americana, registrando variação positiva de 1,23% e 0,37%, respectivamente.
Com os preços expressos em dólar, as matérias-primas tendem a apresentar valorização em moedas de queda da divisa, tendo em vista a compensação cambial que isso provoca. O movimento dos investidores também colabora para o rali, tendo em vista o interesse deles em montar posições nesses ativos.
Rali deve se manter por um bom tempo
Para o petróleo, o desenrolar das tensões políticas na Líbia continuam deixando os investidores cautelosos, tendo em vista o potencial produtivo da commodity que o país possui. Segundo a equipe do Barclays Capital, o mercado ainda tem demonstrado ceticismo em relação à promessa de retomada da produção do óleo líbio. apostando ainda que as ofensivas das tropas do ditador Gaddaffi devem levar barril do petróleo acima dos US$ 130,00.
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Já para as commodities metálicas, os analistas do banco acreditam que o momentum favorável deverá se prolongar para o minério de ferro, duplicando as projeções de preço para a matéria-prima no longo prazo para US$ 100 por tonelada.