Queda nas vendas internas de aços longos pode afetar Gerdau, aponta Brascan

Crescimento mês a mês da produção siderúrgica foi interrompido em novembro, segundo dados do IAB

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SÃO PAULO – A produção brasileira de aço bruto caiu 4,3% em novembro na comparação com o mês anterior, interrompendo um ciclo de recuperação que havia começado no início deste ano, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (16) pelo IAB (Instituto Aço Brasil).

Em novembro, a indústria siderúrgica do País produziu 2,7 milhões de toneladas, o que significou uma volta ao patamar apresentado pelo setor em agosto deste ano. Já na comparação com novembro de 2008, a produção apontou crescimento de 15,1%.

Aços longos
A Brascan afirmou que não esperava as quedas apresentadas pelo setor tanto na produção quanto nas vendas. A corretora destacou as vendas internas de aços longos, que encolheram 7,4% em relação ao mês anterior, o que pode afetar negativamente a Gerdau (GGBR3, GGBR4), mais exposta a este segmento.

No entanto, a empresa não considera a queda apresentada tão significativa, já que a produção ainda está acima da média mensal verificada neste ano, que é de 2,2 milhões de toneladas.

Exportações
O País exportou 666,4 mil toneladas de produtos siderúrgicos, volume 36% inferior a outubro. A receita, de US$ 389 milhões, caiu 27% na mesma comparação. Para a Brascan, as dificuldades verificadas no processo produtivo da Usiminas (USIM3, USIM5) podem “explicar parte dos números negativos relacionados à produção de aço bruto e às exportações”.

Vendas internas
O mercado interno consumiu 4,2% a menos do que em outubro, com 1,6 milhão de toneladas em pedidos. Apesar de apresentar variação positiva na comparação com o mesmo mês de 2008 (16,4%), no acumulado do ano as vendas registram queda de 29,1% em relação ao período de janeiro a novembro do ano passado.

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Segundo o relatório do Instituto, observa-se que as maiores altas nas vendas de produtos planos aconteceram nos setores automotivo, de utilidades domésticas e comerciais e de embalagens e recipientes – o que pode ser lido como um sinal de aquecimento do consumo interno no Brasil.