Queda na confiança dos consumidores compromete recuperação nos EUA

O índice que mede a confiança do consumidor norte-americano registrou um recuo maior que o esperado em setembro. O indicador, referente ao mês de setembro, foi de 97,6, quando a expectativa era de 105,0. Em agosto, a confiança do consumidor chegou a 114,0. O cenário econômico pós-atentados é bastante preocupante na visão dos consumidores dos […]

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O índice que mede a confiança do consumidor norte-americano registrou um recuo maior que o esperado em setembro. O indicador, referente ao mês de setembro, foi de 97,6, quando a expectativa era de 105,0. Em agosto, a confiança do consumidor chegou a 114,0. O cenário econômico pós-atentados é bastante preocupante na visão dos consumidores dos EUA, porque pode levar à recessão econômica mundial. Neste sentido a parcela que mede as expectativas futuras dos consumidores foi o que mais caiu, passando de 93,7 para 79,2 em setembro.

A categoria do índice que mede a confiança sobre a situação econômica atual apurou uma queda de cerca de 20 pontos, enquanto as previsões indicam uma piora nas condições dos negócios. Essa queda do índice de confiança também reflete as preocupações do consumidor dos EUA frente à deterioração do mercado de trabalho no país, sendo que a contínua fragilidade do emprego poderá se traduzir na diminuição dos gastos com consumo.

O Consumer Confidence é produzido por uma organização sem fins lucrativos chamada Conference Board. Esse relatório mede a confiança dos consumidores em cerca de 5 mil lares norte-americanos. Ele é dividido em duas categorias: situação econômica atual do país e expectativa para o futuro. A primeira categoria representa 40% do índice, enquanto a segunda representa 60%.

A queda no índice de confiança do consumidor está evitando que as bolsas norte-americanas registrem uma alta maior nas negociações desta terça-feira. Neste sentido, a tendência de ontem com a forte recuperação dos mercados norte-americanos deve ser minimizada hoje. Antes dos atentados era o consumo que evitava que a economia mundial entrasse em recessão. Diante das estimativas negativas dos consumidores norte-americanos, as indicações de que a economia mundial caminha para a recessão ficaram ainda mais fortes.

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