Queda de preço e interesse do cliente fizeram vendas de eletroeletrônicos subirem

No primeiro trimestre do ano, o comércio desses produtos subiu 8,55%, na comparação com o mesmo período de 2006

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – A queda no preço dos produtos, a redução das taxas de juros, a ampliação dos prazos de pagamento e o interesse dos consumidores em renovar os aparelhos já existentes contribuíram para que o segmento de eletroeletrônicos tivesse um aumento de 8,55% nas vendas no primeiro trimestre deste ano, frente ao mesmo período de 2006.

Itens preferidos pelos consumidores

De acordo com o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, a tendência de alta deve se manter ao longo do ano.

Nos três primeiros meses do ano, as vendas de eletroportáteis cresceram 18,44%, com destaque para os liquidificadores (cujo incremento foi de 23,51%) e aspiradores de pó, que tiveram vendas 37,04% maiores.

“Além do preço unitário baixo dos produtos, o lançamento de novidades em produtos como os liquidificadores estimularam as vendas deste segmento”, observa Kiçula.

Linha branca

Segundo a Eletros, na linha branca, o crescimento nas vendas foi de 11,74%, principalmente por causa dos refrigeradores (+24,17%), lavadoras automáticas (+8,72%) e lava-louças (+48%).

“No caso dos refrigeradores, uma das coisas que têm estimulado as vendas é o interesse por produtos mais eficientes em termos de consumo de energia. A nova geração de produtos consome, em média, de 20% a 50% menos”, afirma o presidente da Associação.

Imagem e Som

Considerando a linha de imagem e som, verifica-se um crescimento de apenas 2% no primeiro trimestre deste ano. Os destaques ficaram com os rádios-gravadores (+22,93%) e aparelhos de DVD (+8,53%).

Por outro lado, os televisores registraram recuo de 6,2%. Para Kiçula, esta retração é apenas uma acomodação do mercado, após períodos de forte crescimento. Além disso, há uma mudança no perfil do mercado.

“Os consumidores estão migrando para as telas de plasma e de LCD, que têm um custo unitário maior e, conseqüentemente, vendas menores em unidades”, observa.

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