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SÃO PAULO – Após a notícia de que o Itaú está alterando sua política de conversão de pontos em milhas, as ações da Multiplus (MPLU3) caíram forte. Em quatro sessões, os papéis da empresa responsável pelo programa de fidelidade da TAM acumulam queda de mais de 14%, fechando a última quarta-feira (13) a R$ 37,63 – menor patamar desde abril de 2012. Porém, para a equipe de análise do Santander, esse movimento é bastante exagerado e, por conta disso, há uma grande oportunidade nas ações da companhia.
A partir de 1º de março, o programa de fidelidade do Itaú “Sempre Presente” irá mudar sua taxa de conversão de pontos no cartão de crédito para milhas, exigindo 25% a mais de pontos. Antes, era necessário 1 ponto por milha, sendo que agora o programa irá exigir 1,25 ponto por milha. Além disso, algumas categorias de seu programa de fidelidade terão o período de expiração de seus pontos reduzido.
Para o Santander, o impacto dessa mudança para a Multiplus não deve ser alto nem no pior dos cenários. “Mesmo se ajustássemos nosso preço-alvo a todos os possíveis impactos relativos ao Itaú (ou seja, uma redução de 20% nos lucros provenientes do Itaú), ainda teríamos um potencial de alta acima de 30% [para as ações da Multiplus]”, escrevem em relatório os analistas Henrique Navarro e Renata Cabral. “Portanto, acreditamos que esta fragilidade representa uma oportunidade de compra e recomendamos o investimento nas ações MPLU3”, complementam.
Impacto pequeno
O banco explica que aproximadamente 40% da receita da Multiplus com venda de pontos para instituições financeiras são provenientes do Itaú, representando 34% do faturamento bruto de pontos da empresa. Com a mudança na taxa, o Itaú compraria 20% a menos de pontos da Multiplus, pois os clientes do banco seriam afetados por essa nova taxa de conversão. Isso faz com que o faturamento bruto de pontos da Multiplus seja prejudicado em 7%, o que provocaria uma redução de aproximadamente 5% no lucro líquido.
Além disso, o Santander afirma que os outros bancos não irão seguir a estratégia do Itaú, o que pode afetar diretamente a participação de mercado do banco no segmento de cartões de crédito.