Queda de 5 pontos do risco-País é impulsionada pelo relatório de emprego dos EUA

Indicador encerra a semana com queda de 20 pontos, refletindo perspectiva de melhora no cenário econômico externo

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SÃO PAULO – O indicador de risco-País registrou queda de cinco pontos-base nesta sexta-feira (7), atingindo 254 pontos. Já no acumulado da semana, o indicador apresentou baixa de 20 pontos-base. O recuo aponta para uma leve expectativa positiva para o cenário econômico externo, especialmente pela melhora no mercado de trabalho dos EUA, como foi divulgado nesta data.

Apesar do otimismo entre investidores, a semana foi marcada pela volatilidade do mercado, impulsionada pelas incertezas quanto à capacidade dos países da Zona do Euro sustentarem suas economias.

Agenda doméstica
Por aqui, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do mês de setembro, que apresentou resultado de 0,53%, aceleração de 0,16% em relação ao mês anterior, quando marcou taxa de 0,37%. Além disso, o dia contou com o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), o qual apresentou variação de 0,45% no mês passado, 0,03 ponto percentual acima do apontado em agosto. 

Europa
No velho continente, os anúncios vieram negativos, com a divulgação do corte dos ratings soberanos Itália e Espanha realizado pela agência de classificação de risco Fitch, com perspectiva negativa para ambos. A nota italiana sofreu rebaixamento em um nível, de AA- para A+. Já a nota espanhola caiu dois níveis, de AA+ para AA-.

Ainda por lá, o presidente da França, Nicola Sarkozy, afirmou nesta sexta-feira (7), que a recapitalização dos bancos pode ser uma questão a ser discutida na próxima reunião deste domingo, com a chanceler alemã, Angela Merkel.

Estados Unidos
A agenda norte-americana foi uma das principais referências para a melhora do humor entre os investidores. O Relatório de Emprego norte-americano revelou a abertura de 103 mil postos de trabalho nos EUA em setembro, surpreendendo o mercado, que esperava pela criação de 60 mil vagas no período. Já o Consumer Credit revelou recuo ajustado sazonalmente de US$ 9,5 bilhões no montante de crédito concedido ao consumidor norte-americano na passagem entre julho e agosto. O resultado veio pior do que indicavam as projeções, que esperavam avanço de US$ 7 bilhões.

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Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,16% na noite desta sexta-feira, cotado a 131,68 centavos de dólar.

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 254 pontos base.

O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

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Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.