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SÃO PAULO – O Ibovespa fecha em queda nesta segunda-feira (26), tendo até tentado uma alta no começo do pregão, mas a fraqueza das commodities acabou falando mais forte e o índice não se recuperou mais depois de virar para a queda perto da hora do almoço. Além disso, o mercado ainda fica à espera da divulgação do déficit fiscal de 2015 pelo governo e de quais serão os próximos passos dos bancos centrais lá fora, depois de sinalizações de estímulos na China e na Europa.
O benchmark da Bolsa brasileira teve queda de 0,81%, aos 47.209 pontos. O volume financeiro negociado na Bovespa foi de R$ 6,237 bilhões. Já dólar comercial subiu 0,67%, cotado a R$ 3,9160 na compra e R$ 3,9167 na venda depois de passar boa parte da sessão em baixa. O dólar futuro para novembro apresentou ganhos de 0,93% a R$ 3,927. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2017 tinha alta de 1 ponto-base, a 15,33%, ao passo que o DI para janeiro de 2021 caía 4 pontos-base, a 15,93%.
O desempenho da Bolsa foi puxado principalmente pelos papéis da Petrobras, que passaram a cair após a abertura em Wall Street às 11h30, que acabou levando à virada no preço do petróleo. O barril do Brent para dezembro recuou 0,40% a US$ 47,80, queda menor do que o do barril do WTI (West Texas Intermediate), que caiu 1,35% a US$ 44. Enquanto isso, a mineradora Vale tinha perdas mais acentuadas desde a abertura por conta da queda de 2,5% do minério de ferro na China.
O dia foi de agenda mais fraca de indicadores e com poucas novidades políticas, deixando o mercado de olho no déficit fiscal que o governo divulgará esta semana. Segundo informações do jornal O Globo, o governo enviará até amanhã ao Congresso uma mensagem sobre a meta fiscal.
O que os investidores também observam com cuidado é o cenário externo, de olho na reunião do Fomc (Federal Open Market Committee) e sobre possíveis novidades do BCE (Banco Central Europeu) após fala de Mario Draghi nos últimos dias aumentar as chances de um prolongamento no programa de estímulo monetário conhecido como Quantitative Easing.
Indicadores
Por aqui, economistas ouvidos no Boletim Focus do Banco Central pioraram suas expectativas para o PIB (Produto Interno Bruto) nacional este ano, passando de -3,00% para -3,02%. Já para 2016, a projeção ficou em -1,43%. Enquanto isso, a aposta para a Selic em 2015 ficou em 14,25%, e para 2016, a taxa avançou para 13,00%. Já a estimativa de inflação medidas pelo IPCA este ano avançou para 9,85%, ante 9,75%, enquanto para 2016, a taxa ficou em 6,22%, contra 6,12% na projeção anterior.
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Em outro dado apresentado nesta segunda, a Dívida Pública Federal registrou alta de 1,8% em termos nominais na passagem de agosto para setembro, somando R$ 2,734 trilhões. Pelas metas do Plano Anual de Financiamento, alteradas há dois meses, o endividamento deve oscilar entre R$ 2,65 trilhões e R$ 2,8 trilhões em 2015.
O Tesouro Nacional apontou ainda que a Dívida Pública Mobiliária Interna teve seu estoque ampliado em 1,44%, ao passar de R$ 2,551 trilhões em agosto para R$ 2,588 trilhões em setembro. No caso da Dívida Federal Externa, o montante foi de R$ 145,89 bilhões (US$ 36,72 bilhões) no nono mês deste ano, o que representa um aumento de 8,62% na comparação com agosto.
Destaques de ações
Os papéis da Oi (OIBR4, R$ 2,12, +8,72%) fecharam o dia com os maiores ganhos entre todas as 64 ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa. Isso ocorreu após notícia de que o grupo de investidores russos Letter One, liderado por Mikhail Fridman, enviou uma proposta para fazer aporte de até US$ 4 bilhões na Oi, sob a condição da companhia brasileira de telecomunicações promover consolidação de negócios com a TIM Participações (TIMP3, R$ 8,57, +5,93%), segundo comunicado enviado ao mercado.
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As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:
| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano |
|---|---|---|---|---|
| RUMO3 | RUMO LOG ON | 7,16 | -7,01 | -58,99 |
| CPLE6 | COPEL PNB | 31,75 | -5,90 | -9,18 |
| ECOR3 | ECORODOVIAS ON | 6,32 | -4,96 | -37,64 |
| BRAP4 | BRADESPAR PN | 8,18 | -4,33 | -39,82 |
| VALE5 | VALE PNA ED | 14,35 | -4,21 | -20,51 |
Já a Petrobras (PETR3, R$ 9,61, -0,83%; PETR4, R$ 7,85, -1,75%) virou após subir quase 2%, seguindo a mudança de rumo do preço do petróleo, que passou a recuar 1%. No radar da companhia, o conselho de administração aprovou na sexta-feira a venda de 49% da subsidiária Gaspetro por R$ 1,9 bilhão para a Mitsui Gás e Energia do Brasil, subsidiária integral da japonesa Mitsui, com fechamento do negócio previsto para dezembro de 2015, segundo fato relevante.
Além disso, em uma reunião que durou mais de 10 horas, segundo a fonte da Reuters, foi apresentada na sexta-feira ao Conselho uma lista de empresas interessadas em adquirir a BR Distribuidora, dentre chinesas, companhias do setor de petróleo e da área financeira. “Tem muitas empresas interessadas, a lista é surpreendente”, afirmou a fonte, que falou na condição de anonimato.
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As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:
| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano |
|---|---|---|---|---|
| OIBR4 | OI PN | 2,12 | +8,72 | -75,38 |
| TIMP3 | TIM PART S/A ON | 8,57 | +5,93 | -26,00 |
| VIVT4 | TELEF BRASIL PN | 40,15 | +4,29 | -7,33 |
| HGTX3 | CIA HERING ON | 15,60 | +3,31 | -20,60 |
| NATU3 | NATURA ON | 22,75 | +3,22 | -24,47 |
Entre as perdas,também foi destaque a Vale (VALE3, R$ 17,86, -3,98%; VALE5, R$ 14,35, -4,21%), que caiu mais de 4% e pressionou o índice após o minério de ferro recuar 2,5% na china, cotado a US$ 46,50.
As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram :
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| Código | Ativo | Cot R$ | Var % | Vol1 |
|---|---|---|---|---|
| ITUB4 | ITAUUNIBANCO PN | 26,70 | -1,48 | 315,69M |
| PETR4 | PETROBRAS PN | 7,85 | -1,75 | 272,65M |
| VALE5 | VALE PNA ED | 14,35 | -4,21 | 243,94M |
| BBDC4 | BRADESCO PN | 21,39 | -0,74 | 236,45M |
| BRFS3 | BRF SA ON | 68,88 | -0,76 | 145,47M |
| ABEV3 | AMBEV S/A ON | 19,68 | -0,46 | 139,64M |
| CIEL3 | CIELO ON | 39,20 | +1,24 | 132,28M |
| VIVT4 | TELEF BRASIL PN | 40,15 | +4,29 | 125,61M |
| LREN3 | LOJAS RENNER ON | 18,75 | -1,99 | 123,46M |
| JBSS3 | JBS ON | 15,17 | +0,13 | 113,93M |
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)
Mercado internacional
Na Europa o dia foi de movimentos mistos. O corte de juros inesperado da China na sexta-feira levantou os ativos de risco que já haviam sido impulsionados com a mensagem de quinta-feira do Banco Central Europeu (BCE) de que está pronto para aumentar as medidas de estímulo e cortar a taxa de juros para níveis ainda mais negativos.
Já na Ásia, as ações voltaram a avançar nesta segunda, chegando perto de reverter todas as perdas desde a desvalorização do câmbio chinês em agosto, com as ações globais em alta após o banco central da China cortar a taxa de juros.
“Esses movimentos do BCE e da China estão levantando especulações de que o banco central do Japão vai agir esta semana também”, disse o estrategista sênior no Sumitomo Asset Management Masahiro Ichikawa. O banco central do Japão realizará sua próxima revisão de política monetária na sexta-feira.
A entrevista concedida na última semana pelo presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, deixou claro que a caixa de ferramentas da instituição está preparada para ser usada, provavelmente já em dezembro. Analistas dizem que Draghi tem uma série de opções à disposição: da ampliação do programa de relaxamento quantitativo à chance de redução da taxa de depósitos, passando até pela hipótese de intervenção no câmbio.
Draghi conseguiu injetar ânimo novo no mercado europeu. Após a afirmação de que o BCE cogitou novas medidas para apoiar a economia, cresceu o apetite por risco com a perspectiva de que mais ações podem ser anunciadas na reunião do BCE que acontece no início de dezembro. Agora, analistas tentam estimar quais medidas poderiam ser adotadas pelo BCE.
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