Queda das commodities e China fazem bolsas estenderem perdas

Mercados externos devem ser pressionados por commodities nesta quinta-feira e repercutir aperto monetário na China

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SÃO PAULO – Depois de fecharem o pregão da véspera em território negativo, os mercados acionários externos operam em queda nesta quinta-feira (12), diante da redução dos preços das commodities e da notícia de um aperto monetário maior na China.

De acordo com o analista do UBS, Paul Donovan, “os mercados de commodities parecem ter acordado para o fato de que a recuperação das economia não está sendo tão robusta quanto eles esperavam”. O petróleo cai nesta quinta tanto em Nova York, onde o preço do barril apresenta redução de 2,03% a US$ 96,22, quanto em Londres, onde a queda é de 1,55% para US$ 110,82.

Na Ásia, os principais índices de ações fecharam em queda e a notícia que repercute é a de que, pela quinta vez no ano, o Banco Central da China elevou a exigência de reservas por parte dos bancos em 0,50%, medida que terá efeito a partir de 18 de maio.

Estados Unidos com indicadores importantes
Nos Estados Unidos, os contratos futuros dos principais índices acionários caem nesta quinta, dia marcado por uma agenda repleta de indicadores econômicos, entre os quais se destacam os pedidos de seguro desemprego na primeira semana de maio, o índice de preços ao produtor do mês de abril, as vendas no varejo em abril e os estoques das empresas em março.

Para a LCA, os pedidos de seguro desemprego devem voltar a cair na primeira semana deste mês. O índice de preços ao produtor (PPI) deve apontar desaceleração da inflação na passagem de fevereiro para março e “o aumento crescente dos custos de produção deverá continuar contribuindo para taxas ainda elevadas nos próximos meses”. Quanto às vendas no comércio varejista, diversos fatores mantêm positivas as perspectivas para os próximos meses, sobretudo a recuperação do mercado de trabalho.

Nesta quinta, a agenda norte-americana ainda traz um discurso de Ben Bernanke às 11h. De acordo com Donovan, “ele pode ser questionado sobre o risco sistêmico decorrente da ‘cintilante maravilha’ que é o euro”.

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Europa ainda atenta à Grécia
Os principais índices de ações europeus também operam no campo negativo nesta quinta-feira (12), depois do fechamento em queda do pregão da véspera, com perdas lideradas pelo setor de mineração por conta da pressão na cotação das commodities. Nesta data, o mercado também acompanha a divulgação de novos resultados corporativos.

No âmbito econômico, o foco dos investidores continua nos problemas que a Grécia enfrenta. A necessidade de um novo pacote de auxílio econômico para os gregos ganha cada vez mais força, e o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, declarou que o país não vai conseguir obter recursos no mercado em 2012. Entretanto, o novo pacote de ajuda estaria atrelado à capacidade da Grécia de ir ao mercado no primeiro trimestre do próximo ano.

Já na agenda de indicadores econômicos, o destaque fica por conta dos números da produção industrial na Zona do Euro no último mês de março. Segundo a Eurostat, agência oficial de estatísticas da Comissão Europeia, a produção na região recuou 0,2% no terceiro mês deste ano. Como comparação, em fevereiro, a produção havia avançado 0,6%.

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Brasil de olho nas commodities
O Ibovespa encerrou o pregão da véspera em queda, devolvendo parte dos ganhos acumulados nas três últimas sessões consecutivas de alta. Os preços de matérias-primas ainda concentram boa parte das atenções do mercado nesta quinta, acompanhados por desconfianças macroeconômicas locais, como a elevação da inflação e a saída do dinheiro estrangeiro.

Na agenda local, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) traz os resultados de março da pesquisa mensal do comércio varejista. Para a LCA, a variação do volume de vendas do comércio restrito (que não considera as vendas de veículos e materiais de construção) é de alta de 4,5 % na comparação anual. O IBGE ainda divulgará os números de março de emprego e salário na indústria.

Ásia fecha em campo negativo
Os principais índices acionários da Ásia marcaram o pregão desta quinta pelo campo negativo, dando continuidade às perdas observadas em Wall Street na véspera. 

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Na agenda de indicadores asiática, o ministério de Finanças do Japão revelou que o superavit em conta corrente do país recuou mais que o projetado por analistas, aos 34,3% em março de 2011 sobre o mês de 2010, uma vez que o forte terremoto afetou negativamente as exportações.

Do mesmo modo, o índice Shanghai Composite, na China, foi pressionado pela queda nas cotações das commodities. No país, o PBoC (Banco Popular da China) anunciou vai realizar mais uma elevação da exigência de reservas dos bancos. A medida visa combater as pressões inflacionárias na economia chinesa, limitando a oferta de crédito das instituições financeiras. Em abril, a taxa de inflação ao consumidor foi de 5,3% ao ano, e a taxa de inflação ao produtor foi de 7,0% ao ano. As projeções indicavam taxas de 5,2% e 6,8%, pela ordem.