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SÃO PAULO – Preocupado com a queda que vem sendo registrada na taxa de natalidade, o governo japonês anunciou que está avaliando algumas medidas no sentido de incentivar o aumento da natalidade no País. A preocupação se justifica, uma vez que, em 2004, a taxa de natalidade do Japão foi de 1,29 por mãe, a menor registrada desde 1947, quando estas estatísticas começaram a ser calculadas.
Dentre as medidas que vêm sendo adotadas, pode-se citar: o investimento na construção de novas creches, incentivo aos homens para que assumam maior responsabilidade na paternidade e às empresas para que garantam igualdade de oportunidades para funcionárias que têm filhos.
Quase 70% quer apoio financeiro
Porém, uma pesquisa realizada pelo gabinete de governo do Japão, divulgada nesta semana, constatou que, para a maior parte das mães, a manutenção de benefícios financeiros que ajudem na criação da criança é a iniciativa mais relevante.
Ainda que tenham sido contatadas 4 mil mães de áreas urbanas e com idades entre 20 e 49 anos, apenas 55% das entrevistadas efetivamente responderam ao levantamento. Dentre elas, a maioria (69,9%) afirmou que considera o apoio financeiro importante, o que inclui recursos para pagar parcialmente gastos com educação, saúde e creches.
Outras iniciativas como, por exemplo, a melhoria das creches, melhores condições para que as mães possam tirar licença para criar dos filhos, apoio governamental para que as mulheres com filhos consigam retornar ao mercado de trabalho, foram identificadas pelo restante das entrevistadas.
No passado, preocupação era voltar ao trabalho
O resultado de uma pesquisa semelhante, realizada há seis anos, deixa claro que a visão das mães mudou nos últimos anos. Na época, a maioria queria que o governo adotasse medidas no sentido de ajudá-las a se manterem no mercado de trabalho após terem filhos.
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Para os especialistas, a mudança de prioridade reflete o fato de que a realidade das famílias japonesas mudou muito e que muitas têm uma situação financeira apertada. A tendência foi constatada em estudo elaborado pelo próprio gabinete de governo, no início deste ano. O levantamento constatou que a renda disponível das famílias japonesas com crianças vem caindo desde 1990, o que contribui para o aumento do número de casais que não têm condições de sustentar os filhos, daí o maior interesse por apoio financeiro.