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SÃO PAULO – Disparada de 2% do Ibovespa e ganhos de até 8% para algumas ações do benchmark da bolsa, sem nenhum motivo aparente para tamanha valorização. Otimismo com os EUA e diminuição do risco de guerra comercial, anúncio de redução dos compulsórios impulsionando a bolsa?
A explicação para esse movimento da bolsa pode ser simples do que isso. Um dos ingredientes para esse movimento são os ajustes dos fundos em decorrência do encerramento do trimestre, com fechamento de posições em alguns papéis e abertura de posições em outras ações da bolsa.
Assim, papéis que registraram uma performance negativa e que são vistas como uma oportunidade podem entrar na posição desses fundos, sendo um exemplo bastante forte o caso de ações de siderúrgicas que, após sofrerem no mês de março em meio aos temores sobre o anúncio de tarifa de aço pelos EUA, registram um dos maiores ganhos do Ibovespa nesta sessão, com altas entre 3% e 6%, caso de Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5).
Enquanto isso, papéis vistos como mais defensivos, como é o caso da RD (RADL3), que teve uma performance abaixo do Ibovespa no ano (queda de 17% ante alta de 12% do índice no mesmo período), registram ganhos de 4% nesta sessão aparentemente sem nenhum motivo. Com isso, além de ficar de olho no noticiário, vale ficar atento nesses movimentos de mudanças de posição – e que geram movimentos significativos na bolsa.
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