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SÃO PAULO – O primeiro dia de reunião do Fomc (Federal Open Market Comittee) terminou na última terça-feira (20) e o anúncio de um programa de estímulo de flexibilização monetária – conhecido como Quantitative Easing – é cotado como uma das principais opções para que o Federal Reserve possa estimular o crescimento da economia norte-americana. Em relatório, o Standard Bank lista as formas como o programa poderá funcionar e aponta as diferenças para a aplicação nos Estados Unidos e na Inglaterra.
Uma das formas de impulsionar a economia seria reduzir o prêmio de liquidez e a outra seria manter a sinalização de que as taxas de juros continuem baixas. Há ainda o efeito do balanço do portfólio, quando o dinheiro investido em títulos públicos pode ser usado para comprar ações. Já o investidor estrangeiro poderia usar o dinheiro investido para comprar outros ativos de seu país ou trocar a libra esterlina pelo dólar.
O analista Steve Barrow, entretanto, admite que está cético com o programa de estímulo. “Uma razão para isso, ao menos no caso norte-americano, é que a ajuda da taxa de câmbio é bloqueada pela inabilidade do dólar em cair materialmente contra outras moedas, especialmente na Ásia”, explica.
Programa apenas combateria aversão ao risco
Outra alternativa seria estimular a diversificação dos investimentos chineses, que trocariam dólares por euros, o que poderia enfraquecer a cotação da divisa norte-americana. “Mas argumentaríamos que o dólar precisa enfraquecer perante as divisas asiáticas, não frente ao euro”, afirma Barrow. “Se o Quantitative Easing realmente abaixar a cotação do dólar, estaria provavelmente fazendo menos do que contrabalancear a força que vem do aumento da aversão ao risco”, continua.
Por fim, o analista do banco inglês acredita que outra rodada de estímulo, se conduzida pelo Banco da Inglaterra, teria mais “bala na gulha” do que os EUA.