Destaques da Bolsa

Qualicorp dispara 15% após tele e recompra; Petrobras, Vale e Ambev sobem

Confira mais destaques da Bolsa nesta segunda-feira (1)

(Bloomberg)
Aprenda a investir na bolsa

Qualicorp (QUAL3, R$ 21,86, +15,16%)
As ações da Qualicorp saíram do leilão e registram alta superior a 10% após teleconferência e anúncio do programa de recompra de ações. 

 Depois dos rumores publicados e desmentidos pelo próprio jornal O Globo sobre um suposto envolvimento de seu dono, José Seripieri Filho, na Operação Acrônimo, da Polícia Federal, e queda de 20% em suas ações no último pregão, a Qualicorp convocou, na manhã desta segunda-feira (1), o mercado para esclarecimentos em uma teleconferência. De acordo com a companhia, as informações divulgadas pelo veículo de imprensa foram falsas, careceram de checagem apurada e não permitiram aos envolvidos o direito de resposta.

“Não havia, nem nunca houve busca nem na residência do acionista, nem no escritório da empresa”, afirmou o diretor presidente da companhia Maurício Ceschin. “Não foi dada a oportunidade de esclarecimento, não foi feita nenhuma checagem. Foi um fato gravíssimo, que provocou prejuízo material e moral aos investidores da Qualicorp”. Na mínima da última sexta-feira, os papéis da Qualicorp chegaram a cair 26%, em pregão tenso. 

Aprenda a investir na bolsa

No comunicado de hoje, a Qualicorp anunciou ainda a aprovação de programa de recompra de ações. O prazo máximo para a aquisição de ações da Companhia no âmbito do Programa será de 365 dias, contados a partir do dia 01.06.2015 e tendo como termo final o dia 31.05.2016, cabendo à Diretoria definir as datas em que a recompra será efetivamente executada. O limite de ações a ser adquirido pela Companhia nos termos do Programa é de até 2.105.263 do total de ações em circulação da Companhia, de um total de 218.195.895 em circulação no mercado.

Petrobras (PETR3, R$ 13,33, +0,60%PETR4, R$ 12,42, +0,73%)
As ações da Petrobras sobem em meio às notícias de que pode vender ativos e após ter o preço-alvo elevado pelo Santander. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, a Petrobras pode colocar à venda parte dos campos de petróleo que possui no golfo do México, nos EUA. Os ativos da companhia estão avaliados em cerca de US$ 8 bilhões na região.

A estatal teria contratado o banco BNP Paribas para conduzir o negócio, mas ainda não iniciou o processo de venda, segundo o jornal. A Petrobras diz que “não informa sobre hipotéticas negociações ou acordos”. 

As pessoas envolvidas no processo de venda desses ativos acreditam que o valor total do patrimônio que a estatal está oferecendo no mercado chegue a US$ 20 bilhões. 

Nesta manhã, o IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) suspendeu a Petrobras do seu quadro de associados por 12 meses devido a dúvidas sobre os mecanismos de controle interno da companhia após as denúncias de corrupção da Operação Lava Jato, informou nesta segunda-feira a estatal, citando correspondência recebida do instituto.

“Não se encontra ainda evidências de que a companhia adotou mecanismos robustos e efetivos para monitorar o padrão de conduta ético estabelecido em suas políticas e que mantenha sobre tais mecanismos controles independentes e supervisionados regularmente pelo Conselho de Administração”, disse o IBGC no documento enviado à Petrobras.

PUBLICIDADE

A Petrobras ainda foi autorizada pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) a operar novas unidades de processamento de gás natural no Terminal de Cabiúnas (Tecab), em Macaé, no Rio de Janeiro. A autorização é por tempo determinado de 90 dias, sendo considerada uma pré-operação para licença de instalação, segundo decisão da diretoria da agência reguladora, publicada na última sexta-feira, 29, pela autarquia.

Os dados sobre a ampliação das unidades de processamento não foram informados pela autarquia. O projeto apresentado pela Petrobras previa a construção a Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) com entrada em operação no segundo semestre de 2014. A unidade permitiria ampliar de 23 milhões para 28 milhões de metros cúbicos a capacidade diária de processamento de gás natural. A unidade também processaria óleo condensado, ampliando em 1.500 metros quadrados por dia a capacidade do terminal.

A Petrobras ainda teve o preço-alvo do ADR elevado pelo Santander de US$ 7,20 para US$ 8,10; o banco destacou que a desalavancagem é fundamental, mas é desafiadora. 

O anúncio da atualização do plano estratégico da Petrobras de 2015-19 previsto para o final de junho será o catalisador mais importante para o estoque no futuro próximo. “O foco da Administração sobre desalavancagem é fundamental, mas vai levar tempo a concretizar, em nosso ponto de vista.  O nosso cenário de base implica apenas uma lenta melhoria nas metas de dívida da empresa, dado que a Petrobras continuou com a dependência de dívida no futuro. Além disso, pesada dívida da empresa resulta em apenas uma lenta melhora em seu retorno sobre o capital empregado ao longo do tempo, que permanece abaixo do seu custo de capital nos próximos anos. No da front geração de fluxo de caixa livre, estimamos que Petrobras continuará a gerar fluxo de caixa livre negativo, pelo menos, até 2020“.

Ambev (ABEV3, R$ 18,62, +1,20%)
A ação da Ambev sobe após ter a sua recomendação elevada de neutra para overweight (exposição acima da média do mercado) pelo JPMorgan, com o preço-alvo sendo elevado de R$ 18,40 para R$ 21,30, sendo considerado agora a top pick do setor. O preço-alvo do ADR (American Depositary Receipt) passou de US$ 5,80 para US$ 6,50. 

Vale (VALE3, R$ 20,20, +0,75%; VALE5, R$ 16,88, +0,72%)
As ações da Vale e da Gerdau (GGBR4, R$ 8,76, +1,04%) sobem mais de 1%, enquanto os papéis da Usiminas (USIM5, R$ 5,04, -1,18%) e CSN (CSNA3, R$ 6,14, -0,32%) registram queda. Os papéis da Vale registraram duas fortes quedas nas últimas duas sessões. 

Vale ressaltar que hoje a bolsa em Xangai saltou quase 5% com agentes do mercado analisando as pesquisas e também declarações publicadas pela imprensa do país afirmando que a tendência de alta nas bolsas ainda não acabou. Grandes jornais com apoio estatal tinham artigos de primeira página dizendo que apesar da queda na quinta-feira, quando os principais índices do país perderam mais de 6%, os fundamentos do avanço recente continuam inalterados.

Oi (OIBR4, R$ 7,19, +1,70%)
A melhor ação do Ibovespa em maio, os papéis da Oi seguem em alta no início desse primeiro pregão de junho. 

A ação, entre as poucas altas do mês no Ibovesp mês passado, foi  impactada por ter sua participação elevada na nova carteira do MSCI, índice que é seguido por muitos fundos estrangeiros e que foi rebalanceada na última sexta-feira.
Desde a divulgação da prévia, em 13 de maio, os papéis que tiveram fatia elevada ganharam força na Bolsa, como é o caso da Oi. 

Eternit (ETER3, R$ 2,95, +6,88%)  e Tereos (TERI3, R$ 0,95, -5%)
Após despencarem 10,68% na última sexta-feira e acumularem quatro sessões de queda, os papéis da Eternit disparam 6,88%, a R$ 2,95, sem motivo aparente. Em movimento contrário, as ações da Tereos caem 5% após terem disparado 23,46%, a R$ 1,00, na última sexta-feira.
Suzano, Fibria e Klabin 
As ações das empresas de papel e celulose registram queda na sessão desta segunda-feira seguindo a virada do dólar, que passou de alta para uma desvalorização de 0,30%, na casa dos R$ 3,18. As ações da Suzano (SUZB5, R$ 16,29, -2,34%) caem mais de 2%, enquanto Klabin (KLBN11, R% 18,73, -1,42%) e Fibria (FIBR3, R$ 43,17, -1,30%) caem mais de 1%. 

PUBLICIDADE