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Qualicorp dispara 13%, Oi afunda 8% e small cap chega a disparar 40%

Confira os principais destaques da Bovespa nesta segunda-feira (1)

SÃO PAULO – Passada a derrocada do mercado na sexta-feira, o Ibovespa teve uma sessão de respiro hoje, com 10 ações que caíram forte no último pregão da semana passada conseguindo virar o jogo hoje e subir. Delas, o destaque ficou com a Qualicorp, que afundou 20% na sexta-feira, mas subiu 12% nesta sessão após a empresa negar rumores que levaram a sua queda. Eletrobras, que desabou após rebalanceamento do MSCI, também subiu forte hoje. (Para conferir a lista das maiores altas e baixas do índice, clique aqui). Abaixo os principais destaques desta sessão: 

Qualicorp (QUAL3, R$ 21,50, +13,16%)
As ações da Qualicorp subiram forte hoje após teleconferência e anúncio do programa de recompra de ações da empresa. Na máxima do dia, os papéis chegaram a subir 17%, a R$ 22,23. 

Depois dos rumores publicados e desmentidos pelo próprio jornal O Globo sobre um suposto envolvimento de seu dono, José Seripieri Filho, na Operação Acrônimo, da Polícia Federal, e queda de 20% em suas ações no último pregão, a Qualicorp convocou, na manhã desta segunda-feira (1), o mercado para esclarecimentos em uma teleconferência. De acordo com a companhia, as informações divulgadas pelo veículo de imprensa foram falsas, careceram de checagem apurada e não permitiram aos envolvidos o direito de resposta.

Além disso, a Qualicorp anunciou ainda a aprovação de programa de recompra de ações, com prazo máximo de 365 dias. O limite de ações a serem adquiridas pela companhia é de até 2.105.263 do total de ações em circulação, de um total de 218.195.895 ações. 

Petrobras (PETR3, R$ 13,25, 0,0%; PETR4, R$ 12,37, +0,32%)
As ações da Petrobras oscilaram entre poucas altas e perdas hoje. Nesta manhã, o IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) suspendeu a Petrobras do seu quadro de associados por 12 meses devido a dúvidas sobre os mecanismos de controle interno da companhia após as denúncias de corrupção da Operação Lava Jato, informou nesta segunda-feira a estatal, citando correspondência recebida do instituto.

Além disso, segundo informações do jornal Valor Econômico, a Petrobras incluiu os desdobramentos da Operação Lava Jato entre os fatores de risco do formulário de referência da estatal, apresentado sexta-feira. A companhia afirmou que os controles internos sobre os relatórios financeiros não foram efetivos em dezembro de 2014 e admitiu que isso pode voltar a acontecer. Isso se as medidas de governança adotadas não forem suficientes. 

Já segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, a Petrobras pode colocar à venda parte dos campos de petróleo que possui no golfo do México, nos EUA. Os ativos da companhia estão avaliados em cerca de US$ 8 bilhões na região.

A Petrobras ainda teve o preço-alvo do ADR elevado pelo Santander de US$ 7,20 para US$ 8,10; o banco destacou que a desalavancagem é fundamental, mas é desafiadora. 

Eletrobras
As ações da Eletrobras registram ganhos após duas sessões de baixa, assim como outras elétricas, caso da Tractebel e Cemig. Vale lembrar que as ações ordinárias da Eletrobras registraram queda superior às preferenciais nos últimos dias por conta do rebalanceamento do MSCI na última sexta-feira, índice seguido por muitos fundos estrangeiros, que excluiu o papel de sua carteira. 

Conforme destaca um estudo da LCA Consultores divulgado pelo jornal Valor Econômico, o fenômeno El Niño é positivo e representa um choque de oferta favorável para o País, uma vez que eleva o volume das chuvas e reduz a chance de um racionamento de energia em 2016. 

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Metalúrgica Gerdau e Bradespar
As outras duas ações que saíram do MSCI na sexta-feira – Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 8,13, +4,23%) e Bradespar (BRAP4, R$ 11,23, +0,81%) – também subiram hoje. No último pregão da semana passada esses papéis caíram 1,89% e 1,15%, respectivamente, mas vêm de forte queda na Bolsa desde 13 de maio, quando foi divulgada a prévia com a nova carteira do índice. No período, as ações BRAP4 caíram 9%, enquanto as ações GOAU4 desabaram 20%. 

Ambev (ABEV3, R$ 18,53, +0,71%)
A ação da Ambev subiu após ter a sua recomendação elevada de neutra para overweight (exposição acima da média do mercado) pelo JPMorgan, com o preço-alvo sendo elevado de R$ 18,40 para R$ 21,30, sendo considerado agora a top pick do setor. O preço-alvo do ADR (American Depositary Receipt) passou de US$ 5,80 para US$ 6,50. 

Vale (VALE3, R$ 20,04, -0,05%; VALE5, R$ 16,76, 0,0%)
As ações da Vale fecharam praticamente estáveis após chegarem a subir mais de 1%, enquanto os ativos da  Gerdau (GGBR4, R$ 8,86, +2,19%) e CSN  (CSNA3, R$ 6,37, +3,41%) subiram forte. Já os papéis da Usiminas (USIM5, R$ 5,05, -0,98%) caem. A última cotação do minério de ferro, de sexta-feira, no porto de Qingdao registrou queda de 0,77%, a US$ 61,85 a tonelada métrica. 

Vale ressaltar que hoje a bolsa em Xangai saltou quase 5% com agentes do mercado analisando as pesquisas e também declarações publicadas pela imprensa do país afirmando que a tendência de alta nas bolsas ainda não acabou. Grandes jornais com apoio estatal tinham artigos de primeira página dizendo que apesar da queda na quinta-feira, quando os principais índices do país perderam mais de 6%, os fundamentos do avanço recente continuam inalterados.

Oi (OIBR4, R$ 6,52, -7,78%)
A melhor ação do Ibovespa em maio iniciou a sessão parecendo que iria registrar uma nova sessão de ganhos, mas logo virou no início da tarde para registrar uma queda forte. 

A ação, entre as poucas altas do mês no Ibovesp mês passado, foi  impactada por ter sua participação elevada na nova carteira do MSCI, índice que é seguido por muitos fundos estrangeiros e que foi rebalanceada na última sexta-feira.

Desde a divulgação da prévia, em 13 de maio, os papéis que tiveram fatia elevada ganharam força na Bolsa, como é o caso da Oi.

Suzano, Fibria e Klabin 
As ações das empresas de papel e celulose registraram queda na sessão desta segunda-feira seguindo a virada do dólar, que passou de alta para uma desvalorização de 0,40%, na casa dos R$ 3,17. As ações da Suzano (SUZB5, R$ 16,29, -2,34%) caíram mais de 2%, enquanto Klabin (KLBN11, R$ 18,98, -0,11%) e Fibria (FIBR3, R$ 43,75, +0,02%) tiveram leves variações. 

Eternit (ETER3, R$ 2,81, +1,81%)  e Tereos (TERI3, R$ 0,91, -9,0%)
Após despencarem 10,68% na última sexta-feira e acumularem quatro sessões de queda, os papéis da Eternit subiram, sem motivo aparente. Em movimento contrário, as ações da Tereos caíram 10% após terem disparado 23,46%, a R$ 1,00, na última sexta-feira. Além dessas, a Triunfo (TPIS3, R$ 3,42, +4,91%) chegou a disparar 14% sem motivo aparente, mas amenizou o movimento. Vale ressaltar que estas ações têm liquidez relativamente baixa e tiveram um forte movimento na sexta-feira com um volume muito acima da média. Hoje, elas corrigem o movimento na direção contrária.

Prumo (PRML3, R$ 0,60, +15,38%)
As ações da Prumo voltaram a subir forte na sessão desta segunda-feira e acumula ganhos de 37,21% em três dias. Na última quinta-feira, a empresa revelou porque havia subido 18% em apenas uma sessão. A companhia revelou que está em negociações avançadas com potenciais parceiros societários e comerciais, envolvendo o seu terminal de movimentação de petróleo e multiuso e, desde então, os papéis registram ganhos. 

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Gradiente (IGBR3, R$ 4,87, +20,54%)
A small cap IGB Eletrônica, dona da Gradiente, disparou nesta sessão, com forte volume financeiro. Na máxima do dia, as ações chegaram a subir 41,09%, a R$ 5,70. Os papéis fecharam o dia com giro financeiro de R$ 286,5 mil, contra média diária de R$ 43 mil nos últimos 21 pregões.

Em comunicado enviado ao mercado na sexta-feira à noite, a companhia afirma que teve conhecimento da determinação do juiz da 1ª Vara Federal de Manaus/AM nos autos da execução que a empresa promove contra a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), onde o mesmo comunicou que o “precatório está formado”. A empresa trava uma batalha na Justiça contra a Superintendência para devolução à Gradiente de valores de impostos pagos pela companhia durante nove anos.

A empresa informa que o montante, quando houve o trânsito em julgado do valor incontroverso, chegava a quase R$ 75,5 milhões, mas esse valor será corrigido no ato da expedição. A companhia informa que aguarda que a efetiva expedição do precatório se dê no decorrer da próxima semana.