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SÃO PAULO – O presidente dos Estados Unidos George Bush admitiu ao Congresso que seu país é viciado no petróleo estrangeiro. Problema que, ele propõe, seja resolvido mediante um agressivo corte de 75% nas importações a partir do Oriente Médio, a ser concluído até 2025.
A opinião de Bush vem após uma série de reportagens divulgadas na imprensa alertando para a dependência energética dos EUA em relação a fontes pouco confiáveis. Tais como o Irã em busca de urânio enriquecido, ou o Iraque com governo em transição.
Trata-se de uma estratégia sensata? Para Stuart McGill, vice-presidente da Exxon Mobil, está mais para o absurdo. Durante uma conferência em Houston, o executivo afirmou que a empreitada é inviável em 20 anos, ou em qualquer período de tempo relevante para os planos atuais.
Missão impossível
De acordo com McGill, nenhuma combinação de medidas econômicas conservadoras, fontes de energia alternativas e avanço tecnológico poderá contornar o vício dos EUA em petróleo importado.
Dados da EIA (Energy Information Administration) mostram que em 2004 o país obteve, em média, 5,42 milhões de barris ao dia a partir da produção doméstica. Outros 10,09 milhões vieram com compras externas. O que implica o posto de maior importador de petróleo do mundo.
Obsessão pela auto-suficiência
A discussão traz à tona o valor da auto-suficiência em petróleo almejada pela Petrobras. Uma posição mais segura em relação às incertezas energéticas mundiais, mas que nem por isso significa vantagem absoluta frente a nações importadoras.
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Mais do que os custos e volatilidades trazidos pela importação da commodity, importa como ela é utilizada. Nada mal pagar caro por um produto que é convertido em ganhos ainda maiores para a economia. Eficiência energética.
A obsessão pela auto-suficiência pode se transformar em um princípio irracional. Esse é o alerta da Exxon a Bush. E talvez também à Petrobras.