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SÃO PAULO – O empresário que administra seu negócio baseando-se em informações específicas e precisas do empreendimento certamente tem mais chances de tomar as decisões corretas e levar sua empresa rumo ao sucesso.
Apesar de todo mundo saber disso, muita gente não se preocupa em apurar os dados financeiros de seu negócio, o que acaba transformando a firma em um emaranhado de números e notas indecifráveis ao próprio dono. O resultado disso? Diagnósticos incorretos, escolhas erradas, perdas de oportunidades e mesmo prejuízos significativos.
Interessado em melhorar a organização de seu negócio, o pequeno empresário deve estar se perguntando como, afinal de contas, é possível transformar cálculos e números em um guia seguro para sua administração. Um bom começo para o controle da área financeira são os relatórios gerenciais.
Organização
Há pelos menos onze tipos de relatórios gerenciais, entre os quais aqueles que se referem à Margem de Contribuição, ao Poder de Pagamento da Empresa, à Lucratividade Sobre as Vendas e o Fluxo de Caixa. Aqui, trataremos apenas de um dos mais importantes documentos desta natureza: o Controle das Vendas Realizadas.
Este balanço é importante porque geralmente o proprietário de um pequeno comércio conhece bem o valor das vendas efetuadas no mês, mas não tem consciência de que esta informação é incompleta.
Para que tenha serventia, o dado sobre as vendas precisa identificar o lucro gerado, calculando a margem de ganho nas vendas realizadas. Somente com estes números é que se torna possível analisar o desempenho da empresa com relação a vendas, custos e lucro. Não adianta vender muito, mesmo a um preço elevado, se os custos do comércio estão altos e “engolindo” os ganhos.
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Tabela informativa
Consciente de que é preciso analisar com mais minúcia os dados das vendas realizadas, agora o comerciante deve colocar todas as informações no papel, para que não perca as contas e possa criar seu banco de dados, que no futuro lhe fornecerá informações sobre sazonalidades e oscilações da lucratividade.
Basta uma tabela com seis colunas. O número de linhas varia com a quantidade de produtos vendidos. Cada item ocupa uma única linha desta planilha. Na primeira coluna, é bom registrar a data em que a venda é efetuada e, na segunda, informar qual produto foi comercializado. Com estes dados, o empresário já consegue se localizar no tempo e saber sobre o que está calculando.
Na seqüência entra a parte dos números. O valor do produto vendido ocupa a quarta coluna, seguido por seu custo ao empresário, que é um indicador muitas vezes esquecido pelo pequeno comerciante. Este custo não significa nada mais que o preço pago por ele junto ao fornecedor.
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Com estes dados fechados, basta incluir, na coluna cinco, a diferença entre valor da venda e custo do produto. Este valor é o lucro bruto da comercialização. Ainda não pode ser considerado líquido, porques outro gastos ainda devem comprometer este ganho, como pagamento de funcionários, por exemplo.
Finalmente, na última coluna, o comerciante calcula a porcentagem entre o preço de venda e o lucro bruto, ou seja, quanto de fato ele está recebendo com a comercialização daquele item. Com esta informação, chamada margem de lucro, o empreendedor pode saber se está cobrando pouco ou muito do consumidor, ou se está adquirindo seus estoques a um custo demasiado alto. É o primeiro passo rumo ao crescimento da empresa.