Quais são as perspectivas para os papéis de Petrobras e Vale pela análise técnica?

Ação da mineradora rompe retração de 38,2% no intraday e mira os R$ 35,80; estatal encontra forte resistência

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SÃO PAULO – Como no caso do Ibovespa, as duas principais blue chips do principal índice da bolsa paulista, Petrobras e Vale, encontram uma forte barreira a ser ultrapassada: os números de Fibonacci.

Derivados da proporção áurea, os números de Fibonacci são, para muitos investidores, um relevante parâmetro para indicar os níveis de suporte e resistência do mercado, conforme se formam as retrações de 38,2%, 50% e 61,8% do movimento traçado.

No caso dos papéis preferenciais da estatal (PETR4) e do índice brasileiro, o empecilho é a retração de 50% de toda perna de baixa que vem desde o topo histórico até o fundo do mercado, enquanto as ações preferenciais classe A da mineradora (VALE5) estão um pouco atrasadas, uma vez que a resistência principal localiza-se na retração de 38,2%.

Vale

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No intraday desta quarta-feira (20), os ativos da mineradora ganharam força e romperam a marca dos R$ 33,90, principal resistência do gráfico diário, movimento que necessariamente deve ser confirmado no final do pregão, preferencialmente com um volume acima da média.

No gráfico de 30 minutos, o papel, segundo a equipe do Bradesco, opera neste momento em tendência de alta, uma vez que estava em uma congestão entre R$ 33,84 e R$ 33,40.

Neste cenário, a próxima resistência a ser testada localiza-se em R$ 35,80, avalia o analista do banco, visando depois os R$ 36,00 e R$ 38,00, segundo afirma Eduardo Collor, analista técnico da Ativa Corretora.

Por outro lado, abaixo de R$ 30,80, o papel deve sofrer novas baixas e voltar para o suporte em R$ 28,65, diz o banco. Mas antes, Collor prevê suportes em R$ 33,25, R$ 32,50 e R$ 31,50, por onde passa a banda inferior do canal de alta.

Petrobras

Apesar do Doji formado no gráfico diário na terça-feira (19), prevaleceu no intraday deste dia a tendência de alta de curtíssimo prazo do papel, que testa mais uma vez a resistência dos R$ 33,50.

Superando este importante patamar, as ações da empresa encontram primeira barreira em R$ 34,40, afirma o analista da Ativa, como principal objetivo nos R$ 35,00, segundo confirma o Bradesco.

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Perdendo força, o papel, segundo Collor, segue para o suporte de R$ 32,25, que segura a tendência de alta de curtíssimo prazo, com vista para os R$ 31,70, por onde passa a LTA (Linha de Tendência de Alta) de curto prazo.