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SÃO PAULO – O Ibovespa conheceu sua segunda queda consecutiva nesta quinta-feira (3), acompanhando mais uma vez o movimento de baixa visto nas bolsas internacionais, com disputas políticas e indicadores abaixo do esperado nos Estados Unidos. O principal índice da bolsa brasileira registrou queda de 1,15%, a 52.489 pontos, abaixo da marca da zona dos 53.000 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 5,28 bilhões, mais uma vez abaixo da média dos últimos 21 dias, que é de R$ 6,51 bilhões.
Além das tensões geradas pelo impasse sobre o “shutdown” norte-americano, a divulgação do PMI (Purchase Manager’s Index) de serviços abaixo do esperado em setembro e o cancelamento da divulgação do relatório de emprego no país – justamente por conta da paralisação dos setores da economia – contribuíram para o dia negativo dos mercados mundiais. Por lá, os índices acionários Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq recuaram entre 0,9% e 1,1%. Já o dólar comercial fechou com alta de 0,41% em relação ao real, cotado na venda a R$ 2,2029 – a moeda norte-americana ganha maior atratividade em momentos de incerteza na economia.
No Ibovespa, a principal baixa do dia ficou por conta da Oi (OIBR3, R$ 4,08, -11,88%; OIBR4, R$ 3,85, -13,29%), que, na véspera, subiu forte com o anúncio de memorando para a fusão com a Portugal Telecom. Também destacam-se as baixas de MMX Mineração (MMXM3, R$ 1,31, -5,76%), BR Malls (BRML3,R$ 20,01, -3,57%) além das construtoras Brookfield (BISA3, R$ 1,59, 3,64%) PDG Realty (PDGR3, R$ 2,36, -4,07%). Também colaboram com o movimento negativo as ações da Vale (VALE3, R$ 34,04, -1,36%; VALE5, R$ 31,45, -1,16%), além das preferenciais da Petrobras (PETR4, R$ 18,54, -1,28%) que chegaram a subir no começo do pregão.
As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:
| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano |
|---|---|---|---|---|
| OIBR4 | OI PN ED | 3,85 | -13,29 | -45,79 |
| OIBR3 | OI ON ED | 4,08 | -11,88 | -48,61 |
| MMXM3 | MMX MINER ON | 1,31 | -5,76 | -70,56 |
| PDGR3 | PDG REALT ON | 2,36 | -4,07 | -28,70 |
| BISA3 | BROOKFIELD ON | 1,59 | -3,64 | -53,51 |
As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:
| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano |
|---|---|---|---|---|
| ELET3 | ELETROBRAS ON | 6,67 | +2,77 | +13,73 |
| ELET6 | ELETROBRAS PNB | 10,96 | +2,53 | +23,96 |
| SBSP3 | SABESP ON | 22,10 | +2,08 | -21,78 |
| DASA3 | DASA ON | 12,10 | +1,43 | -7,73 |
| CSNA3 | SID NACIONAL ON | 9,47 | +0,85 | -14,19 |
As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram :
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| Código | Ativo | Cot R$ | Var % | Vol1 | Vol 30d1 | Neg |
|---|---|---|---|---|---|---|
| VALE5 | VALE PNA | 31,45 | -1,16 | 485,76M | 604,52M | 30.576 |
| PETR4 | PETROBRAS PN | 18,54 | -1,28 | 342,29M | 464,71M | 30.571 |
| ITUB4 | ITAUUNIBANCO PN ED | 31,70 | +0,25 | 210,44M | 321,78M | 17.724 |
| OIBR4 | OI PN ED | 3,85 | -13,29 | 182,72M | 54,44M | 27.834 |
| BRFS3 | BRF SA ON | 53,50 | -2,87 | 147,80M | 113,05M | 9.555 |
| VALE3 | VALE ON | 34,04 | -1,36 | 134,47M | 145,14M | 8.209 |
| BBDC4 | BRADESCO PN EJ | 30,75 | -0,32 | 130,46M | 208,72M | 9.677 |
| GGBR4 | GERDAU PN | 16,39 | -1,27 | 129,83M | 129,47M | 17.124 |
| PETR3 | PETROBRAS ON | 17,17 | -0,64 | 127,11M | 169,82M | 11.897 |
| BBAS3 | BRASIL ON | 26,15 | +0,04 | 110,94M | 169,80M | 8.266 |
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)
Teto da dívida e indicadores pressionam EUA
O PMI de serviços dos EUA recuou para 54,4 em setembro, ante expectativa de diminuição para 57,2, após atingir 58,6 no mês anterior. O dado negativo vem em um momento delicado, com o impasse sobre o aumento do teto da dívida e o novo orçamento norte-americanos ganhando visibilidade.
Mais cedo, os EUA mostraram uma referência positiva, mas que acaba sendo ofuscada pela cautela do mercado: o Initial Claims apresentou 308 mil novos pedidos de auxílio-desemprego na última semana, enquanto as projeções apontavam para 315 mil.
Com a paralisação do governo, o Mercado de Trabalho cancelou a divulgação do relatório de emprego, tradicionalmente divulgado na 1ª sexta-feira do mês. Além disso, o Tesouro dos EUA disse que um “default” nas contas do país, que deve ocorrer no final de outubro caso o teto da dívida não seja aumentado, pode ser catastrófico para a economia e o mercado, com efeitos piores até do que a crise do subprime em 2008.
O temor sobre os EUA atinge também os títulos públicos do país. O título com vencimento mais curto, 1 mês, apresenta alta de 62,9% em seu yield, o que sugere uma maior desconfiança sobre a capacidade do governo de honrar com suas dívidas. Segundo estimativas do Tesouro, o país perderá sua capacidade de pedir empréstimos ainda em outubro, e pode ficar sem fundos para honrar suas dívidas ao final deste mês.
Moody’s rebaixa perspectiva brasileira
A agência de classificação de riso ng dos títulos Baa2 do Brasil. Segundo a agência, o rebaixamento foi consequência de métricas mais fracas do que de outros países com mesmo rating.
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Em contraponto à visão pessimista da Moody’s, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse durante conferência em Londres que o País pode apresentar acomodação no 3º trimestre, mas que crescerá mais do que o esperado. Tombini comentou também que a inflação está sob controle e convergindo para o centro da meta do governo, de 4,5% ao ano.
PMIs em foco
Na China, o PMI de serviços subiu para 55,4 em setembro, ante 53,9 no mês anterior – valores acima de 50 indicam expansão do setor e abaixo, contração. O dado soma-se ao também positivo PMI industrial, divulgado no início desta semana. O mercado em Xangai ficará fechado até segunda-feira, devido ao feriado do Dia Nacional. Enquanto isso, o índice Hang Seng subiu 1,00%, com investidores animados com o PMI e apostando no maior fluxo de turistas devido ao feriado, conhecido como semana dourada.
Na Europa, o PMI de serviços da zona do euro fechou setembro em 52,2, ante expectativa de 52,1. Entre os indicadores regionais, o PMI italiano avançou para 52,7 – o mercado esperava 49,3 – e o espanhol recuou mais do que o previsto, com 49,0. Já na Inglaterra, o PMI ficou em 60,3, em linha com as projeções de 60,4. Ainda entre os indicadores, as vendas no varejo da zona do euro em agosto subiram 0,7%, bem acima da expectativa de alta de 0,3%.