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SÃO PAULO – Em sessão com forte oscilação, o Ibovespa perdeu forças durante a tarde e virou para o campo negativo. O índice registrava queda de 0,36% aos 61.466 pontos às 16h21 (horário de Brasília), embora tenha apresentado ganhos de 0,87% na máxima do dia.
Segundo o analista Henri Evard, da Infinity Asset, essas pequenas oscilações da bolsa são “extremamente” normais, depois de uma forte alta na semana passada. O mercado está esperando por algum movimento que justifique a próxima pernada de alta do Ibovespa, complementa Evard.
A bolsa, contudo, acompanha o desempenho ruim das principais blue chips brasileiras. A Vale (VALE3; VALE5) – cuja as ações representam a maior participação na carteira teórica do índice – intensificou as perdas por volta das 15h. As ações ordinárias da mineradora registram queda de 2,22% aos R$ 37,91, enquanto as preferenciais caem 1,84% aos R$ 36,87. O movimento é seguido pelos papéis da Bradespar (BRAP4), uma das principais acionistas da mineradora, que recuam 2,50% aos R$ 29,64. Além disso, as ações da MMX (MMXM) caem 2,55% aos R$ 5,36.
O desempenho ruim dos papéis das mineradoras é um reflexo do preço do minério de ferro, que cai 2,4% nesta sexta, sendo cotado a US$ 106 a tolenada, avalia Henri Evard, da Infinity Asset. O mercado segue temeroso com o preço da commodity, que já caiu mais de 20% entre janeiro e agosto.
Também com bastante participação no índice, as ações da Petrobras perderam força e mostram um fraco desempenho. Os papéis PETR4 caem 0,22% aos R$ 22,88, enquanto PETR3 registra ligeira alta de 0,21 aos R$ 23,65.
Zona do euro no radar
Na parte da manhã, o principal ânimo do mercado veio com a possibilidade da Espanha formalizar o pedido de resgate. O Financial Times publicou que o governo espanhol e as autoridades europeias trabalham em conjunto em um plano de reformas estruturais para, então, formalizar o pedido de resgate. O anúncio dessas medidas deve ocorrer na próxima quinta-feira. Essa era uma das principais preocupações, dada que a relutância do governo do primeiro-ministro Mariano Rajoy tem incomodado o mercado.
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Ainda na zona do euro, a situação da Grécia também chamou a atenção. Oficiais do ministério das Finanças se reuniram até a madrugada desta sexta-feira para discutir os cortes de € 11,9 bilhões de gastos, para que possam receber uma nova parcela do resgate da Troika – grupo formado entre Comissão Europeia, BCE (Banco Central Europeu) e FMI (Fundo Monetário Internacional).