Guerra na Europa

Putin declara vitória em Mariupol, mas desiste de invadir siderúrgica; entenda

Presidente russo reivindicou vitória na maior batalha da guerra na Ucrânia até o momento, após quase 2 meses de cerco à cidade portuária

Por  Reuters -

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, reivindicou nesta quinta-feira (21) vitória na maior batalha da guerra na Ucrânia até o momento, declarando o porto de Mariupol “libertado” após quase dois meses de cerco. Apesar do anúncio, centenas de combatentes ucranianos seguem concentrados em uma siderúrgica na cidade.

O governo ucraniano disse que a tentativa de Putin de evitar um confronto final com suas forças na cidade foi um reconhecimento de que ele não tinha condições de derrotá-los (veja mais abaixo).

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“Você completou com sucesso o esforço de combate para libertar Mariupol. Deixe-me parabenizá-lo nesta ocasião e, por favor, transmita meus parabéns às tropas”, disse Putin ao seu ministro da Defesa, Sergei Shoigu, em uma reunião televisionada no Kremlin.

“Considero desnecessária a proposta de invasão da zona industrial. Ordeno que a cancele”, disse o presidente russp. “Não há necessidade de escalar essas catacumbas e rastejar no subsolo dessas instalações industriais. Bloqueie essa área industrial para que nem mesmo uma mosca possa passar.”

Siderúrgica Azovstal

Putin decidiu não invadir a siderúrgica Azovstal após dias ordenando que seus defensores se rendessem ou morressem, mas a mudança permitiu ao presidente russo reivindicar sua primeira grande conquista desde que suas forças recuaram do norte da Ucrânia, após não conseguir avançar sobre a capital Kiev.

O anúncio, no entanto, fica aquém da vitória inequívoca que Moscou buscava, após semanas de combates brutais em uma cidade agora reduzida a escombros. Mariupol tinha 400 mil habitantes e passou por uma catástrofe humanitária durante a guerra, com centenas de milhares de civis isolados, sob cerco e bombardeio russos.

“Eles fisicamente não podem tomar Azovstal, eles entenderam isso, sofreram enormes perdas lá”, disse o assessor presidencial ucraniano, Oleksiy Arestovych, em um briefing. “Nossos defensores continuam resistindo.”

Solicitado a comentar a decisão de Putin, o porta-voz do Ministério da Defesa da Ucrânia disse que ela mostra suas “tendências esquizofrênicas”.

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