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SÃO PAULO – Com o cenário nebuloso para o crescimento econômico do Reino Unido e a crise da Zona do Euro em curso, os especialistas de mercado sugerem que a próxima reunião do BoE (Bank of England), que será realizada no mês de julho, vai resultar no aumento em £ 50 bilhões do programa de compra de ativos do governo.
Embora a última ata da reunião da autoridade monetária britânica tenha ido contra a ampliação do Quantitative Easing, o analista-chefe do Danske, John Hydeskov, acredita que o BoE será guiado pelos baixos dados dos indicadores econômicos, como o CPI (Consumer Price Index), pelo panorama econômico sombrio e continuidade da crise na Zona do Euro. Além disso, ele ressalta que o comitê de política monetária da região está considerando também outras políticas de reforço à economia.
Isso significa que o banco está “pensando fora da caixa” para oferecer mais estímulos à economia e está disposto a afrouxar mais a política monetária se julgar necessário, complementou Hydeskov.
Na mesma linha, a economista-chefe do Société Generale, Michala Marcussen, acredita que a autoridade está disposta a oferecer mais £ 50 bilhões para o programa de compra de ativos, totalizando um montante de £ 375 bilhões, mas existe a possibilidade que o comitê decida fazer mais pela economia.
“O comitê parece ter decidido que o ritmo das compras que pode ser facilmente digerido pelo mercado de títulos públicos britânicos é de £ 50 bilhões por trimestre, para que, um vez que o aumento seja feito em julho, o comitê possa esperar para ver como o cenário macroeconômico se desdobrar”, disse Marcussen.
Vale lembrar que a última minuta da reunião do BoE (Bank of England) não aumentou o seu programa de compra de ativos por apenas um voto, ocorrida no dia 7 de junho. Dos nove membros, quatro foram favoráveis a aumentar a injeção de recursos na economia. Mervyn King, David Miles e Adam Posen votaram por aumentar o tamanho do programa em £ 50 bilhões, enquanto Já Paul Fisher preferiu aumentar o tamanho em £ 25 bilhões.