Provável corte dos juros nos EUA impulsiona bolsas latino-americanas, exceção para Brasil e Venezuela

Conteúdo do Portal InfoMoney – Editoria Mercados

Por  Equipe InfoMoney

As bolsas latino-americanas fecharam em alta, com exceção do Brasil e da Venezuela, nesta terça-feira, influenciadas pela performance dos índices norte-americanos e pela expectativa de redução de meio ponto percentual na taxa básica de juros norte-americana. Após dois dias de reunião, o Fed divulgará amanhã sua decisão em relação às taxas de juros, atualmente em 6,0% ao ano. Às 15:46 de Nova York, o Nasdaq Composite apresentava ligeira alta de 0,12%, enquanto o Dow Jones Industrial e o S&P500 registravam variações positivas mais significativas de 1,74% e 0,74%, respectivamente.

O índice Merval da Bolsa de Buenos Aires fechou em alta de 0,22%.
Segundo banqueiros e empresários, que participam do Fórum Econômico Mundial em Davos, o cenário internacional, caracterizado pela diminuição da taxa de juros norte-americana, pela queda na cotação do dólar e pelo crescimento econômico do Brasil, tem beneficiado a Argentina, que possui todas as condições para voltar a crescer. Para o vice-presidente da Goldman Sachs na Europa, Guillermo de la Deheza, este é o momento para investir em bônus argentinos. As maiores altas entre os componentes do índice Merval ficaram para os papéis da termoelétrica Central Puerto (+6,48%), da Juan Minetti (+3,93%), do Banco Rio de la Plata (+3,12%) e da Renault Argentina (+2,36%). Por outro lado, os destaques de queda ficaram para as ações da Sociedad Comercial del Plata (-8,57%) e para o Banco Galicia y Buenos Aires (-4,06%) e Garovaglio y Zorraquin (-2,50%).

O índice IPC da Bolsa do México encerrou o pregão em alta de 1,54%, impulsionado pela expectativa de que os Estados Unidos, maior parceiro comercial do México, irá reduzir sua taxa de juros. Hoje, em uma entrevista durante a conferência de Davos, na Suíça, o presidente mexicano, Vicente Fox, declarou que a desaceleração da economia norte-americana afetará diretamente o México, que se aproveitará de outros acordos comercias, como o tratado de livre comércio com a Europa. Os destaques de alta da bolsa mexicana ficaram para as ações da TAMSA (+6,98%), das Industrias Penoles (+3,95%), das Empresas ICA (+5,17%) e do Grupo Carso (+3,53%). Já as ações do Grupo Industrial Saltillo (-6,67%), da Vitro (-5,29%) e da Desc Sociedad de Fomento Industrial (-4,76%) encerraram o pregão em queda.

O índice IBVC da Bolsa de Caracas fechou em queda de 1,50%. Hoje, a empresa de telefonia CANTV anunciou que irá demitir 3.752 funcionários, cerca de 30% do total de postos de trabalho, previstos em um programa de reestruturação. Nesta terça-feira, o ministro de Energia, Álvaro Silva, declarou que o governo pretende privatizar, em maio, 11 concessões para exploração e produção de gás natural. A Venezuela é o quinto país com as maiores reservas mundiais de gás natural e, segundo Álvaro Silva, não aproveita o seu potencial.






















Outros mercados: Brasil Ibovespa -0,90%
Chile IPSA +0,31%
Peru ISBVL+0,97%
Colômbia IBB+2,19%

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