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SÃO PAULO – Ainda que se trate de um dos países mais engajados na adoção do Protocolo de Kyoto, o Japão também vem enfrentando dificuldades para alcançar suas metas. Segundo o Protocolo, a segunda maior economia do mundo deve reduzir em 6% as emissões de gases poluentes em relação ao volume de emissões de 1990.
Contudo, apesar dos esforços e medidas alternativas, o país registrou um aumento de 8% no volume de emissões de gases na comparação com o mesmo período. E, ao contrário, do que se poderia imaginar, os maiores vilões não são as indústrias, ou empresas, mas os próprios consumidores japoneses.
Aumento de 28,8%
Segundo dados do próprio governo, o nível de emissões de gases poluentes das casas japonesas atualmente se apresenta 28,8% acima do registrado em 1990, ano que serviu de base para o cálculo das metas de redução impostas pelo Protocolo de Kyoto.
Diante desta constatação, o governo considera que a melhor medida é a imposição de uma taxa por volume de CO2 emitido pelas famílias. A idéia é estabelecer um imposto ambiental de 2,4 mil ienes por tonelada do gás produzido pela queima de combustíveis fósseis, como os derivados do petróleo.
Apesar de o lobby do empresariado se opor à taxa, que deverá reduzir o consumo de produtos poluentes, o ministro do Meio Ambiente, Yuriko Koike espera conseguir a aprovação da proposta, que já foi rejeitada no parlamento uma vez.