Protestos não devem colocar crédito soberano do Brasil em risco, diz Moody’s

Em relatório, agência de classificação de risco apontou que protestos fazem parte da transição que os mercados emergentes passam

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SÃO PAULO – A onda de protestos que tomou conta do Brasil recentemente não deve influenciar negativamente o desenvolvimento do país no médio prazo, disse a Moody’s. Segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (4) pela agência de classificação de risco, os fundamentos econômicos e fiscais brasileiros serão capazes de suportar o impacto.

A Moody’s analisa que as manifestações reduzem temporariamente os indicadores de atividade econômica e reforçam a percepção negativa dos mercados estrangeiros em relação ao Brasil. Essa percepção, junto ao ambiente externo de financiamento deve limitar ainda mais a perpectiva de crescimento da economia, mas a equipe do Credit acredita que amplas reservas internacionais de liquidez devem permitir que o país não venha a ter problemas na balança de pagamentos.

Segundo o relatório, os protestos no Brasil são causados pela indignação popular sobre a qualidade de vida brasileira. Diferente do que ocorre na Primavera Árabe, com enfoque direto nos governantes durtante as manifestaçõe.

A Moody’s vê os protestos como parte de uma difícil transição econômica e social pela qual uma economia de mercado emergente passa. “Eles fazem parte das ‘dores de crescimento’ de uma economia em transição”, diz a equipe.