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A Secretaria de Comércio Exterior do Brasil (SECEX) divulgou na quinta-feira (5) os dados de exportação de fevereiro. O relatório mostrou uma forte alta nos volumes de todas as proteínas, em especial, da carne bovina que, em fevereiro, cresceu 24% na comparação com mesmo mês no ano passado.
Para os mercados, houve um consenso de que o crescimento foi acima do esperado, mas o que esperar do futuro não parece estar tão certo ainda.
Para a XP Investimentos, os bons resultados contaram com muitos fatores. As salvaguardas chinesas para a carne bovina, as tarifas globais impostas pelo governo de Donald Trump e, mais recentemente, até a influência da guerra no Oriente Médio. As exportações da carne bovina, por exemplo, foram fortemente sustentadas pela demanda dos Estados Unidos.
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Passado tudo isso, os analistas da casa acreditam que o caminho pela frente será desafiador. De acordo com o relatório mais recente, o mercado doméstico está em tendência de queda.
A estimativa dos analistas é de que, mesmo com os preços de exportação estáveis até agora, os players provavelmente pressionarão os embarques. Com essa pressão, a XP acredita que os exportadores terão um cenário mais difícil pela frente, mesmo com a possível melhora para os preços internacionais da carne.
Racionalidade no mercado doméstico
Para o Goldman Sachs, o cenário parece um pouco mais positivo. A expectativa do banco é de que a demanda por carne bovina nos EUA continue sólida. Esse movimento pode ajudar a compensar parte do ciclo negativo do gado. O mercado global de frango também deve manter os bons resultados, se beneficiando de um equilíbrio entre oferta e demanda. Em fevereiro, as exportações de frango cresceram 5% na comparação ao ano.
Ainda que a situação no Oriente Médio exija cuidado e atenção, o banco acredita que as tensões além do Oceano tragam mais racionalidade ao mercado doméstico no médio prazo. Para o banco, neste momento, as ações estão oferecendo um ponto de entrada atrativo, em especial JBS (BDR: JBSS32) e MBRF (MBRF3). Ambas seguem com recomendação de compra.
O JP Morgan também reformou a recomendação Overweight (desempenho acima da média do mercado) para ambas as ações. O banco manteve recomendação neutra em relação à Minerva (BEEF3).
