Protecionismo brasileiro pode levar à inflação maior, diz Barclays

Banco também alerta para redução da produção industrial e do crescimento com aumento dos custos

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SÃO PAULO – As novas medidas do Plano Brasil Maior, anunciadas nesta semana pelo Governo, como forma de estimular a indústria nacional, são vistas com cautela pelos analistas do Barclays, Marcelo Salomom e Sebastian Vargas.

“O mais recente movimento no Brasil apenas reforça a nossa preocupação de que o medo de uma desaceleração, que tem crescido dentro do Governo, poderia ter consequências inesperadas. O protecionismo gera menor produtividade. E, apesar dos incentivos de crédito fortes, para promover investimentos fixos, o estímulo à uma maior produção nacional de bens industriais poderia elevar os preços internos e manter os custos de produção em ascensão”, dizem os analistas.

Segundo um levantamento da WTO (World Trade Organization) citado pela instituição financeira, entre outubro de 2008 e meados de outubro de 2011, o Brasil foi o campeão das medidas comerciais na América Latina, anunciando um total de 69 medidas. O País foi seguido pela Argentina, com 38 medidas.

“Essas questões poderão diminuir o potencial de crescimento a médio e longo prazo e significam também mais estímulo fiscal e ainda maiores riscos inflacionários”, concluem os especialistas.