Proteção contra inflação: aplicar em ouro é mesmo uma medida eficiente?

Para analistas, aplicar no metal como estratégia de diversificação pode ser interessante, mas sem exceder 5% de seu portfolio

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SÃO PAULO – Muito se comenta a respeito da suposta relação inversa existente entre as cotações do ouro e das principais moedas internacionais. O metal, tido como a reserva de valor canônica, é visto como opção por boa parte dos investidores temerosos por um cenário de altas de taxas de inflação, proveniente da fraqueza do dólar, por exemplo.

Dentro deste contexto, cabe analisar se, de fato, é interessante para o investidor destinar uma parcela significativa de seus recursos às aplicações na commodity, em meio a uma eventual preocupação sobre a robustez da moeda norte-americana.

Segundo analistas, a não ser que o prognóstico seja extremamente desfavorável, não vale a pena destinar um percentual vultuoso de seu portfolio ao ouro. A estratégia recomendada é diversificar seus investimentos, aplicando uma parcela pouco significativa no metal.

Outras opções

Apesar da forte alta acumulada pela commodity em 2005, o ouro tem sido uma aplicação pouco eficiente do ponto de vista de proteção contra pressões inflacionárias nas últimas décadas, afirmam analistas.

Ademais, é importante lembrar que o metal não é a única alternativa de proteção contra a inflação. Treasuries e ações internacionais, por exemplo, também podem cumprir esta função.

Em resumo, acredita-se que aplicar em ouro pode ser uma boa alternativa para diversificação, mas sem exceder, no entanto, cerca de 5% do total do portfolio do investidor.