Prosper prevê crescimento de 3,57% para o País e IPCA em 5,20% em 2012

Além disso, segundo as projeções da corretora, inflação não estoura a meta neste ano, e investimentos subirão no ano que vem

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SÃO PAULO – Ainda puxado pelas atividades da agropecuária, com aceleração de 2,80%, mas com peso forte do setor de serviços, em avanço de 2,75%, a previsão da Prosper Corretora é de que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresça 3,57% em 2012. Para este ano, o crescimento é estimado em 2,90%, abaixo da expectativa do Governo Federal.

Apesar de o setor terciário continuar sendo o grande propulsor dos ganhos de riquezas no País, o economista-chefe Eduardo Velho vê um consumo menor das famílias durante o próximo ano. Se em 2011 a perspectiva é de que o indicador feche em 4,50% de alta, 12 meses depois a Prosper vê essa taxa em 3,50%.

Divergências
Os números fogem de previsões tanto do Banco Central como da presidente, Dilma Rousseff, e do ministro da Fazenda, Guido Mantega. A cúpula do governo acredita em um crescimento entre 4% e 5% para 2012. Mantega já afirmou que vai depender da demanda das economias mais maduras, principalmente da Europa, que precisa resolver sua crise da dívida soberana.

Já a autoridade monetária fala em taxas próximas a 3,5% para o PIB. No relatório Focus, divulgado pelo BC, o mercado estima o índice nos 3,40%. Essas discrepâncias mostram uma Prosper relativamente otimista, frente a seus pares, para o aquecimento da economia brasileira em 2012. Tanto que o investimento das empresas, medidas pela formação bruta de capital fixo, é previsto em 6% no ano que vem, acima dos 4,80% nos quais o banco espera em 2011.

Política monetária
Em relação ao nível em que a taxa Selic ficará no fim do ano que vem, a corretora aparece em linha com o resto do mercado. Os juros devem fechar em 9,5% ao ano, na opinião do economista-chefe. Um dos únicos relatórios, dentre os compilados pelo Portal InfoMoney, que fogem desse patamar é o do BTG Pactual. Em 20 de dezembro, a expectativa era de taxa de 10,5% ao ano.

O ciclo de cortes do Copom (Comitê de Política Monetária), no entanto, não deve influenciar tanto na inflação oficial. A visão da Prosper é de que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) finalize 2012 em 5,20%, ainda acima do centro da meta de 4,50%. A queda seria de 1,24 ponto percentual frente a 2011 – o que significa cumprimento do teto do objetivo. O Focus, por outro lado, vê os preços subindo 5,33% e o BC, um avanço de 4,70%.