Prorrogação do IPI menor é boa, mas devia ser permanente, defende ACSP

Economistas da entidade defendem reforma tributária e elogiam incentivo ao consumo de produtos "verdes"

•

Publicidade

SÃO PAULO – Para a ACSP (Associação Comercial de São Paulo), a decisão do ministério da Fazenda de prorrogar a redução do IPI para alguns produtos da linha branca foi uma boa notícia.

“O ministro Guido Mantega acertou ao tomar essa decisão. Estamos saindo de uma crise bastante grande, uma crise que derrubou significativamente o nosso PIB e precisamos estimular o crescimento da nossa economia. Esse crescimento vem por meio do consumo, então, se você reduz impostos, você aumenta o consumo e, consequentemente, a renda. Com carros essa redução de IPI funcionou muito bem. Com eletrodoméstico acredito que o resultado também será muito bom”.

A única ressalva do executivo é quanto ao prazo de prorrogação: três meses. “Uma briga constante da associação é por uma carga tributária menor. Por isso, queríamos que a redução fosse permanente. É uma pena que o benefício acabe em 90 dias”, completa.

Reforma tributária

Quem concorda com a opinião de Burti é o vice-presidente da entidade, Roberto Macedo. “Sou favorável à redução de impostos. A carga tributária brasileira é muito grande. O Impostômetro que funciona aqui no prédio da Associação nos mostra isso. Na minha opinião ele deveria reduzir o IPI permanentemente”, afirma.

Já Burti vai além, e diz que o ideal seria uma reforma tributária. “Nossa luta é pela redução de impostos, principalmente para pequena e média empresa. Elas geram muitos empregos, mas pagando o tanto de impostos que pagam, fica difícil empregar mais gente. Sem emprego o brasileiro não consome e não faz a economia girar. Era preciso haver um sistema mais justo. Sabemos que o governo vive de receita e precisa dela, mas deveria haver um sistema em que as maiores empresas pagassem mais impostos”.

Eletrônicos “verdes”

Sobre a decisão do governo de atrelar a redução do IPI ao nível de eficiência energética dos produtos, Roberto Macedo disse que foi uma decisão sábia.

Continua depois da publicidade

“Os brasileiros precisam saber escolher melhor os produtos que compram. Equipamentos que consomem muita energia dão mais gastos e trazem sérios problemas ao País. Essa é uma medida com caráter educacional que fará muito bem ao orçamento das famílias e faz muito bem à economia do Brasil, pois reduz as necessidades energéticas, e é muito bom poupar nesse sentido”.