Propostas do governo desanimam siderúrgicas e impulsionam construtoras

Confira os principais destaques de ações da Bolsa nesta terça-feira

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11h59: Contax (CTAX11, R$ 0,44, +2,33%)
As ações da Contax perderam força depois de subirem 13,95% na máxima do dia, refletindo a proposta da companhia de alongamento das dívidas em assembleia convocada para 19 de janeiro.  

11h57: Smiles (SMLE3, R$ 34,13, -3,15%)
As ações da Smiles caem forte hoje, figurando como a maior queda do Ibovespa, após o Deutsche Bank cortar a recomendação do papel para “manutenção”. Por sua vez, sua controladora Gol (GOLL4, R$ 2,52 +4,56%) opera em alta hoje, embora também tenha sido rebaixada para “manutenção” pelo banco alemão. 

11h56: Log-In (LOGN3, R$ 1,35, 0,0%)
As ações da small cap Log-In, que acumularam nos últimos pregões alta de 40%, viraram para queda nesta manhã, recuando 2,96% na mínima do dia, mas já voltaram a operar no positivo. Os papéis reagem à confirmação de oferta de compra por fatia da empresa. Após o fechamento do mercado na segunda-feira, a Manabi informou que fez oferta por 51% da Log-In via aumento de capital.

10h42: Siderúrgicas
Deixando uma abertura mais amena, as ações das siderúrgicas destoam do dia de correção do mercado e acentuam perdas, após notícia de que a tão esperada ajuda do governo não deve vir. Segundo informações do Valor, relatório técnicos do governo se posicionaram contra o aumento da alíquota do Imposto sobre Importação do aço. O grupo foi criado no início de dezembro para estudar os impactos possíveis da elevação da tributação. Para técnicos, a crise pela qual o setor passa não está relacionada ao aumento das importações. 

Para analistas do BTG Pactual, a notícia é negativa e reduz a possibilidade de sair algum tipo de ajuda para o setor. “Muitos acham que sem ajuda, o setor pode sofrer muito mais”, comentaram, embora tenham ressaltado que a decisão final ainda não foi tomada. O relatório ainda vai ser analisado pela presidente Dilma e ministros.

Os analistas avaliam, no entanto, que a decisão é bem política e, recentemente, vários setores consumidores de aço (setor de linha branca, automotivos, entre outros) já deram declarações relatando a dificuldade que o setor está passando, o que pode pesar na decisão. 

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Já prevendo que a medida não passasse o UBS cortou na véspera o preço-alvo das ações da Usiminas (USIM5), que caíram 6% ontem, de R$ 2,10 para R$ 1,65, reiterando recomendação de venda. As demais ações de siderúrgicas listadas na Bolsa também caíram, embora em menor proporção. 

10h30: Construtoras 
As ações das construtoras operam em alta hoje em dia de correção no mercado e em meio a rumores de possível estímulo ao setor, no que vem sendo chamado de “novo PAC”, conforme reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. Entre as maiores altas do setor, aparecem as ações da Rossi (RSID3, R$ 0,67, +4,69%), MRV Engenharia (MRVE3, R$ 8,44, +1,32%), Helbor (HBOR3, R$ 1,51, +1,34%) e Even (EVEN3, R$ 4,08, +1,24%) – que subiam mais de 1%. Apenas Direcional (DIRR3, R$ 3,34, -2,34%) e Gafisa (GFSA3, R$ 2,35, -0,42%) registravam queda nesta manhã. 

As expectativas, no entanto, esbarram em um início de ano turbulento nos mercados financeiros, que impõe cautela ao Planalto para não descuidar nem afrouxar o ajuste fiscal, aponta a Folha de S. Paulo, citando avaliação de assessores presidenciais. Dilma teria prometido receber representantes da bancada do PT, que pressiona por uma guinada na economia, para discutir propostas da sigla para recuperação da economia, comenta o Valor.  

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10h20: Petrobras (PETR3, R$ 8,75, +0,92%; PETR4, R$ 6,90, +0,44%)
As ações da Petrobras “seguram” ganhos novamente apesar da queda dos preços do petróleo no mercado internacional. No radar, a Saudi Arabian Oil Company, conhecida como Saudi Aramco, reduziu seus preços de petróleo para os barris do tipo extra Leve e pesado, pressionando os preços do petróleo, mesmo com o cenário turbulento entre Arábia Saudita e Irã.

Em nota a clientes, a XP Investimentos comentou que segue não recomendando exposição em Petrobras, inclusive a recomendação é de “short” (venda) para o ativo, devido ao cenário de dólar mais elevado – impactando negativamente na dívida da companhia (73% da dívida total de R$ 506 bilhões está em dólar) e os preços do petróleo em níveis baixos por um período mais longo de tempo.