Proposta da Oi, financiamento da Multiplan, 6 recomendações e mais 2 notícias no radar

Confira o que é destaque no noticiário corporativo nesta segunda-feira (5)

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SÃO PAULO – Enquanto os mercados digerem o resultado do referendo na Itália e a tensão política doméstica, o noticiário corporativo é marcado por uma possível novidade no processo de recuperação judicial da Oi, pelo financiamento de R$ 143,9 milhões da Multiplan e alterações nas recomendações de compra de seis empresas. Veja os destaques:

OI (OIBR3)
A Oi pode suspender a restrição a que credores de trocar parte da dívida por ações, em um sinal de que busca ganhar apoio de detentores de bônus para sair da recuperação judicial mais rapidamente, segundo a Reuters. A limitação de três, apresentada em 5 de setembro, desagradou credores e ajudou a retardar a reestruturação judicial da companhia.

O presidente-executivo da Oi, Marco Schroeder, afirmou aos dois grupos de detentores de bônus da empresa nesta semana que os acionistas parecem estar menos relutantes em aceitar uma troca de dívida por ações, disseram as fontes. Essa mudança de estratégia enfatiza como a crescente pressão do governo para encontrar uma solução para a Oi forçou os credores e acionistas a encontrar rapidamente um terreno comum. Schroeder tornou-se CEO da Oi depois que uma primeira rodada de negociações com o grupo liderado pela Moelis desmoronou em junho. A Oi e as demais partes envolviodas se recusaram a comentar o assunto.

Multiplan (MULT3)
Os membros do conselho de administração da companhia autorizaram, em reunião realizada em 2 de dezembro, a contratação de novos financiamentos no valor de até R$ 143,9 milhões. Também foi aprovada a prática de todos os atos necessários à implementação da proposta pela administração da Multiplan.

Alliar (ALLR3)
A companhia reapresentou três ITRs referentes a 2016 e as demonstrações dos dois anos anteriores. Nos números referentes ao período entre janeiro e março deste ano, a companhia registrou receita de bens e serviços de R$ 195.73 milhões. Já na linha do lucro, o montante registrado foi de R$ 9,725 milhões.

Gol (GOLL4), Latam (LATM33)
As companhias aéreas devem ter mais um ano de capacidade para voos domésticas reduzida, mesmo após vender aeronaves, devolver novas aquisições e cortar voos para reduzir a oferta de passagens, segundo a Folha de S.Paulo. A Gol deve retirar mais cinco aeronaves de circulação no primeiro trimestre de 2017 e reduções adicionais não foram descartadas pelo CEO Paulo Kakinoff, se o cenário econômico for “mais adverso”. A Latam ainda não divulgou as diretrizes para o ano que vem, mas avalia que “os sinais de reação do mercado brasileiro ainda são tímidos e insuficientes para sustentar uma previsão de recuperação de curto prazo”.

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Braskem (BRKM5)
A Braskem foi elevada de neutra para overweight pelo JP Morgan. 

CTEEP (TRPL4)
A CTEEP foi rebaixada de outperform para market perform pelo Itaú BBA.

Metalúrgica Gerdau (GOAU4)
A Metalúrgica Gerdau foi elevada de neutra para compra pelo Goldman Sachs.

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Raia Drogasil (RADL3)
A Raia Drogasil foi elevada para outperform pelo Banco do Brasil.

Sabesp (SBSP3)
A Sabesp foi elevada de manutenção para compra pelo HSBC.

Taesa (TAEE11)
A Taesa foi elevada de underperform para market perform pelo Itaú BBA


Responsável pela cobertura de política do InfoMoney, coordena o levantamento Barômetro do Poder, apresenta o programa Conexão Brasília e o podcast Frequência Política.