Projeto Empreender ajuda na redução da mortalidade de pequenas empresas

Empresários são preparados para gerenciar seus negócios com maior eficiência; em Santa Catarina, mortalidade caiu 85%

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SÃO PAULO – No que depender dos resultados alcançados pelo projeto Empreender da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), em parceria com o Sebrae e outras entidades, a taxa de mortalidade entre as pequenas e microempresas deve ser relativamente reduzida.

Prova disto é o resultado alcançado pelo projeto em Santa Catarina: a taxa de mortalidade das pequenas empresas nesta região caiu de 70% para algo em torno de 10% desde 1993, um recuo de 85%. O projeto, que foi criado em dezembro de 2002, tem surtido efeito também no Estado de São Paulo e está sendo ampliado para todo o país.

Para se ter uma idéia, pesquisa recente do Sebrae revelou que a taxa de mortalidade precoce entre as empresas é de 60%, isto é, para cada dez empresas que são abertas atualmente, cerca de seis fecham suas portas antes de completarem cinco anos de vida.

O que é o projeto

O objetivo principal do projeto Empreender é ajudar o empresário a administrar o seu próprio
negócio com uma maior eficiência. Como recebem apoio de quem entende do assunto, as chances de sobrevivência no mercado se tornam maiores.

No Estado de São Paulo, em dezembro cerca de 116 municípios já sentem os benefícios do programa. Atualmente, 6,3 mil empresas são abrangidas pelo Empreender em 520 núcleos setoriais, tais como: alimentação, construção civil e outros com grande capacidade para gerar vagas de emprego e renda. O objetivo é de expandir o programa para mais 80 municípios, beneficiando outras 4 mil empresas paulistas.

Como funciona

As associações comerciais reúnem os empresários por grupos relacionados ao mesmo setor, de forma a tornar mais produtiva as discussões acerca de problemas mais comuns enfrentados, lembrando que existe a constante supervisão de consultores. Desta forma, encontram-se soluções coletivas para os problemas expostos nas reuniões. Se necessário, recorre-se a parceiros como Sebrae e Senac.

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No que se refere aos principais problemas enfrentados, destaque para os jurídicos, contábeis, despreparo para a gestão do negócio, contratação de mão-de-obra desqualificada e custos e relacionamento com clientes. Acontece que o pequeno empresário normalmente é “multifuncional”; ele desempenha diversas funções ao mesmo tempo e acaba se perdendo em meio a tanta responsabilidade.

Entre as ações que mais surtem efeitos positivos está a constituição de centrais de compras, que possibilitam ao pequeno empresário ter maior poder nas negociações com os fornecedores. Desta forma é possível então reduzir os custos da empresa. Ainda não é possível calcular os resultados em São Paulo, mas a expectativa é de que sejam maiores do que aqueles verificados em Santa Catarina.