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SÃO PAULO – A Spinelli revisou suas premissas em torno das ações da VCP (VCPA3), estipulando a recomendação de manutenção dos papéis, com novo preço-alvo estimado em R$ 28,20 – downside de 6,7% em relação à cotação de fechamento desta quarta-feira (26).
De acordo com os analistas da corretora, os benefícios do cenário bastante favorável para o setor de papel e celulose já estão precificados nos ativos da companhia, evidente nas recentes valorizações registradas. Além disso, apesar dos últimos resultados trimestrais reforçarem os sinais de recuperação, o alto endividamento da empresa recém-fundida com a Aracruz preocupa no longo prazo.
Produçãor
Dentre os fatores que contribuíram para uma perspectiva mais otimista diante do setor de papel e celulose, a equipe de análise da instituição aponta a entrada em operação do Projeto Horizonte, que adicionará à VCP cerca de 730 mil toneladas de capacidade em celulose.
Com esse aumento em seu limite de produção, os especialistas esperam que a empresa tenha capacidade de produzir 2,5 milhões de toneladas em 2010, que, se somadas aos 3,2 milhões de toneladas que a Aracruz é capaz de gerar, fará da nova companhia a maior produtora de papel e celulose do mundo.
Vendas em ascensão
A recuperação da demanda também contribuiu para as perspectivas mais otimistas. “Essas companhias estão conseguindo ampliar substancialmente suas vendas, impulsionadas pelos fortes embarques para a China, no caso da VCP”, afirmam os analistas.
Além disso, os preços da celulose no mercado internacional, que tem registrado uma trajetória negativa desde o início da crise econômica mundial, começam a dar sinais de recuperação.
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Endividamento limita recomendação
Apesar de todas as premissas levantadas indicarem uma tendência de ascendência para o segmento, a Spinelli não deixa de ressaltar o impacto negativo do endividamento da empresa fundida, o que pode limitar a meta de crescimento da VCP Aracruz. “No momento, os planos de expansão estão suspensos e precisarão ser adequados à realidade do endividamento”, crê a corretora.
A nova empresa já nascerá com uma dívida extremamente elevada, podendo chegar a R$ 16 bilhões no final do terceiro trimestre do ano. O montante poderia ser ainda maior, não fosse a valorização do real durante o ano, o que proporcionou uma redução nos valores lastreados em moeda estrangeira.
Mostrando o quanto esta pendência foi determinante para a sugestão atual, a corretora afirma que “uma eventual recomendação de compra está condicionada à redução do nível de endividamento, o que possibilitaria a retomada dos diversos projetos de ampliação de capacidade que as empresas possuíam antes da fusão”.