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SÃO PAULO – Os trabalhadores que forem beneficiados com o programa habitacional, que deve ser divulgado pelo governo nesta semana, não poderão comprometer mais de 20% de seus rendimentos com o pagamento das prestações. A afirmação foi feita pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, no sábado (21), durante seminário no Rio de Janeiro. “Quem recebe menos, vai pagar uma prestação menor”, garantiu ela.
Segundo a Agência Brasil, quem ganha até três salários mínimos terá um subsídio próximo ao integral, com uma prestação mínima de R$ 50. Já quem ganha de três a seis salários mínimos, terá um subsídio parcial, e para quem recebe de seis a dez salários haverá uma política de estímulo.
Crise e inclusão social
Dilma afirmou que os principais objetivos do programa são a inclusão social e o enfrentamento da crise financeira, por meio da criação de empregos na construção civil e na cadeia de fornecedores. “O governo vai colocar o foco onde ele deve estar, que é a garantia de acesso da população de baixa renda à casa própria”, disse.
Para a ministra, o Brasil não deverá ter um crescimento econômico significativo, mas também não terá recessão. Segundo ela, a recuperação será mais intensa no segundo semestre, quando serão observados os resultados das medidas que o governo vem tomando.
Além do programa habitacional, Dilma garantiu que o governo irá se esforçar para transformar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em um programa que não trabalhe apenas em turno único, mas que tenha até três, quando possível, para que sejam gerados mais empregos.
Petrobras e preços de gasolina
Ainda no seminário do sábado, a ministra da Casa Civil negou que a Petrobras esteja mantendo o preço da gasolina para recuperar perdas. “Não há esse posicionamento da Petrobras. Nós mantivemos os preços quando chegou a US$ 150 o barril. Não reajustamos. Não temos uma política de preço de acompanhar a volatilidade do mercado internacional. Até porque esse mercado é tudo, menos perfeito”, disse.
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Dilma garantiu que não é essa a política de preços praticada no Brasil e que, devido a comportamentos atípicos do mercado internacional de petróleo, é preciso “se tomar bastante cuidado em fazer sinalizações para cima ou para baixo”.