Programa habitacional: CEF não obrigará casas a terem sistemas sustentáveis

O vice-presidente do banco, Jorge Hereda, afirmou que não obrigará que casas utilizem energia solar, segundo o SindusCon-SP

Publicidade

SÃO PAULO – As casas do programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida não serão, obrigatoriamente, sustentáveis, de acordo com o SindusCon-SP (Sindicato da Construção de São Paulo). Segundo a entidade, a Caixa Econômica Federal não obrigará o uso de energia solar nas casas do programa.

A afirmação foi do vice-presidente do banco, Jorge Hereda, em reunião do Conselho de Administração da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), realizada no último dia 15.

Com casas sustentáveis, economia é maior

Quando anunciou o programa, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que as casas teriam sistema de captação de água da chuva e de energia solar.

A captação de energia solar reduziria em 30% a conta de luz mensal. Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, isso significaria uma economia, em reais, entre R$ 300 e R$ 500, anualmente.

Pontos críticos

Também presente na reunião da Cbic, o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, apontou como pontos críticos ao bom andamento do programa o valor máximo de R$ 52 mil dos apartamentos que a Caixa se dispõe a pagar na capital paulista, a articulação entre União, estados e municípios, a burocracia da Caixa e a necessidade de recursos permanentes para uma política habitacional perene.

Continua depois da publicidade

A subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, Miriam Belchior, por sua vez, afirmou que uma instrução normativa será publicada para detalhar a inclusão de recursos para famílias com renda de até três salários mínimos, que moram em municípios com menos de 50 mil habitantes.

Segundo ela, o governo pretende acompanhar o andamento do programa e realizar possíveis ajustes. Um balanço periódico será feito trimestralmente nas reuniões do Conselho das Cidades.