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SÃO PAULO – No fim de 2016, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, convidou o professor João Manoel Pinho de Mello para liderar uma agenda de reformas microeconômicas, e agora a jornalista Andréia Sadi, do GloboNews, confirmou que ele aceitou a proposta e a partir de março irá compor a equipe econômica do governo. Segundo ela, não há uma definição sobre qual será o cargo dele, mas já se sabe que ele irá cuidar da microeconomia.
A ideia é que com as medidas macroeconômicas, como a PEC do Teto e Reforma de Previdência, já encaminhadas no Congresso, o governo precisa agora focar no lado micro, com a função de reaquecer a economia, estimulando gastos e melhorando a situação do país. Sadi ressalta que o governo gostou muito da repercussão das medidas anunciadas no fim do ano passado e que agora já está planejando um novo pacote focado na microeconomia.
Com graduação em administração pública pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Mello tem mestrado em economia pela PUC-Rio e PhD pela Universidade de Stanford. Ele foi professor assistente do Departamento de Economia da PUC-Rio e atualmente é Professor Titular do Insper de São Paulo. Além disso, é membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências e foi secretário-adjunto da Sociedade Brasileira de Econometria. Entre 2001 e 2013, liderou a America Latina Crime and Policy Network (AL CAPONE) da Latin American and Caribbean Economic Association (LACEA).
O professor ainda tem pesquisas nas áreas de microeconomia bancária, organização industrial e antitruste, economia do crime e economia política, tendo publicado inúmeros artigos em periódicos nacionais e internacionais, entre eles Review of Economic Studies, Review of Economics and Statistics, Economic Journal e Journal of Money, Credit, and Banking.
Mello também foi consultor da área de equity research da Gestora de Recursos Opportunity entre 2005 e 2013, além de perito e consultor de várias empresas e associações, entre elas Ambev, Energisa, Vale, BM&FBovespa, Odebretch, Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), Opportunity Private Equity e Pacífico Gestora de Recursos, da qual hoje também é sócio.