Produtos agrícolas pressionam preços no atacado e elevam IGP-10 de outubro

A Fundação Getúlio Vargas divulgou o IGP-10 referente o mês de outubro. O índice registrou variação positiva de 0,87%, acumulando no ano alta de 8,93%. Este resultado supera a variação dos preços registrado em setembro, quando o índice registrou inflação de 0,63%. A inflação acumulada medida pelo IGP-10 nos últimos doze meses atingiu 9,86%. Em […]

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A Fundação Getúlio Vargas divulgou o IGP-10 referente o mês de outubro. O índice registrou variação positiva de 0,87%, acumulando no ano alta de 8,93%. Este resultado supera a variação dos preços registrado em setembro, quando o índice registrou inflação de 0,63%. A inflação acumulada medida pelo IGP-10 nos últimos doze meses atingiu 9,86%. Em outubro, a maior pressão foi dos preços dos bens de produção, que impulsionaram a alta dos preços no atacado.

A exemplo do que foi observado na segunda prévia do IGP-M de outubro, a variação dos preços dos produtos agrícolas, que são fortemente atrelados ao dólar, motivou a alta dos preços registrada pelo IGP-10 de outubro. Os produtos bovinos e o arroz em casca e industrializado, por conta da entressafra, foram os principais responsáveis pela alta dos preços no atacado.

O IGP-10 (Índice Geral de Preços) mede a evolução geral de preços na economia, criando assim uma medida da inflação nacional, sendo que o período de coleta dos dados é de um mês até o dia 10 do mês em questão. O IGP-10 é composto pela ponderação entre o Índice de Preços ao Consumidor (IPC – peso de 30%), Índice de Preços no Atacado (IPA – peso de 60%) e Índice Nacional de Construção Civil (INCC – peso de 10%).

Durante o mês de outubro, os preços por atacado comandaram a alta registrando uma variação positiva de 1,15%, esta alta foi puxada, em especial, pelo aumento dos preços de bens de produção (+1,23%) no período pesquisado. Enquanto os preços ao consumidor e os custos com a construção civil apresentaram altas de 0,23% e 0,88%, respectivamente. Outros destaques ficaram com o aumento registrado pelos grupos materiais de construção (+1,00%) e bens de consumo (+0,99%). Por outro lado, o vestuário registrou em outubro uma deflação de 0,80%.

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