Produtoras de commodities são destaques do Ibovespa; Vale avança mais de 6%

Trajetória ganha forças durante a tarde, acompanhando a melhora no humor do mercado; VALE5 tem volume de R$ 2,2 bilhões

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SÃO PAULO – Com boas perspectivas vindas da China, do aumento da produção global de aço em junho e das declarações de um diretor da Vale, os papéis das companhias produtoras de commodities lideraram os ganhos do Ibovespa nesta terça-feira (20), com destaque para a Vale, cujas ações PNA (VALE5) e ON (VALE3) avançaram 6,23% e 5,65%, respectivamente, fechando cotadas a R$ 40,90 e R$ 46,54. O índice paulista terminou o dia em 64.462 pontos, alta de 1,84%.

Contudo, quem liderou os ganhos do índice no pregão foi a Bradespar (BRAP4). A holding que detém participação na Valepar viu seus papéis preferenciais subirem 6,67%, fechando na sua máxima registrada no intraday (R$ 34,56). 

A mineradora também se destacou no volume negociado. Dos R$ 7,54 bilhões movimentados na bolsa, R$ 2,166 bilhões foram responsáveis pelos ativos preferenciais classe A da companhia – o maior giro financeiro de uma única ação neste pregão. Os papéis ordinários da empresa, com R$ 282,3 milhões, ocuparam a terceira posição da bolsa nesse quesito.

As siderúrgicas também reagiram bem ao noticiário e acompanharam a valorização das commodities no mercado internacional. As ações ON da Usiminas (USIM3) tiveram ganhos de 4,99%, ficando em R$ 51,98, ao passo que os ativos PNA da companhia (USIM5) subiram 3,63%, sendo cotados a R$ 50,48. Já as ações da CSN (CSNA3) tiveram variação positiva de 5,34% e as preferenciais da Gerdau (GGBR4) mostravam valorização de 3,92%.

Os ativos da Gerdau Metalúrgica (GOAU4) mostraram apreciação de 3,01%. Por fim, as ações da MMX Mineração (MMXM3) fecharam com alta de 3,55%, ficando em R$ 11,08.
China e produção global de aço
Parte da valorização dos papéis deve-se a projeções otimistas de analistas quanto à China. Segundo a equipe do Morgan Stanley, investidores podem contar com uma “visível flexibilização” no tom das políticas do governo no terceiro e quarto trimestres, com aumento das metas de crédito.

Por sua vez, o International Strategy & Investment Group afirmou que o governo irá reduzir suas políticas de aperto dentro de três meses, já que o risco de desaceleração econômica será maior do que a pressão inflacionária. Não à toa, as declarações trazem alta às commodities: o cobre sobe 2,11%, a prata valoriza-se em 1,1% e a onça de ouro ganhou 0,72%.

Outra referência que sustenta o otimismo no setor vem da World Steel Association, órgão que representa a indústria global de aço. A associação lançou estatísticas referentes ao mês de junho, quando a produção mundial do produto bruto cresceu 18% frente ao mesmo período de 2009. O crescimento do primeiro semestre do ano, por sua vez, foi ainda maior: 27,9%.

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Otimismo em diretor da Vale
No caso da Vale, os papéis ganham força extra de declarações feitas por seu diretor de vendas das Américas, Cláudio Alves. Em discurso feito no Rio de Janeiro em uma conferência do setor siderúrgico, Alves disse que os preços internacionais do minério de ferro devem subir no último trimestre deste ano, tendo em vista um provável crescimento da necessidade por importação do produto na China, a tendência positiva da demanda no Brasil e a reestocagem do minério em mercados fora da China.

Além disso, o diretor também comentou sobre os projetos Serra Sul e Simandou, localizados no Complexo Mineral do Carajás e na Guiné, respectivamente. Alves prevê que ambos já estejam desenvolvendo suas atividades entre 2014 e 2015, além de afirmar que enxerga no mercado um espaço de crescimento para ambos os empreendimentos.

Rali das commodities
Tendo em vista a melhora vista nos mercados, o preço das principais commodities metálicas engatou forte valorização durante a tarde, fechando com significativas valorizações. Destaque para o zinco, o chumbo e o cobre, com ganhos de 2,83%, 2,82% e 2,53%, respectivamente.