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Foi divulgado há pouco pelo setor de estatísticas do Departamento de Trabalho dos EUA, o relatório de Productivity and Costs referente ao primeiro trimestre de 2001. O relatório mede a produtividade e os custos de mão-de-obra de toda a economia norte-americana, excluindo-se a agricultura e a pecuária. Para o primeiro trimestre de 2001 foi registrado uma queda na produtividade de 0,1% e o aumento no custo unitário da mão-de-obra de 5,2%, o que indica possíveis pressões inflacionárias e influencia negativamente o mercado nesta terça-feira.
Apesar da pequena queda do índice de produtividade, o anúncio contrariou a projeção dos economistas, que esperavam que a produtividade crescesse 1,2% no primeiro trimestre de 2001. O resultado deste trimestre também reverteu a taxa positiva referente ao trimestre anterior, quando a produtividade registrou uma taxa de crescimento de 2,2%. O índice de produtividade caiu pela primeira vez desde 1995, indicando o desaquecimento da economia norte-americana neste período.
Por sua vez, a compensação por hora trabalhada registrou um aumento de 5,2% no primeiro trimestre deste ano em relação ao quarto trimestre de 2000, incluindo salários, suplementos, benefícios e impostos. A compensação por hora, quando ajustada pela inflação, registra uma taxa de crescimento de 1% no período. O custo unitário do trabalho anualizado com relação ao resultado trimestral também ficou 5,2% maior nos três primeiros meses deste ano. Este resultado representa um significativo aumento no custo unitário do trabalho em relação aos trimestres anteriores.
Quando o crescimento do PIB está acelerando, em cenários de expansão econômica, o crescimento da produtividade aumenta. Em sentido contrário, quando o quadro econômico indica desaquecimento como atualmente, os ganhos da produtividade diminuem. Logo, uma moderação no crescimento da produtividade é de se esperar, em resposta à atual conjuntura. Entretanto, se a queda na produtividade for sustentada pelos próximos trimestres poderá indicar que o crescimento dos anos 1990 tem um componente cíclico muito maior que se estimava.
O relatório da produtividade sugere que as pressões inflacionárias ainda são evidentes na economia. A combinação entre o aumento unitário do trabalho e a queda na produtividade indica que o Fed deverá permanecer atento ao desenrolar destas pressões de custos. O que deverá direcionar a decisão do banco central norte-americano quanto à taxa de juros do país, na reunião marcada para o próximo dia 15 de maio.