Produtividade e custo do trabalho nos EUA ficam acima das expectativas

Conteúdo do Portal InfoMoney - Editoria Mercados

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Foi divulgado há pouco pelo setor de estatísticas do Departamento de Trabalho dos EUA, a estimativa final do relatório Productivity and Costs referente ao primeiro trimestre de 2001. O relatório mede a produtividade e os custos de mão-de-obra de toda a economia norte-americana, excluindo-se a agricultura e a pecuária. Para o primeiro trimestre de 2001, apurou-se uma queda na produtividade de 1,2% e um aumento no custo unitário da mão-de-obra de 6,3%, representando o maior crescimento desde o quarto trimestre de 1990.

O anúncio contrariou a projeção dos economistas, que esperavam que a produtividade caísse 0,7% no primeiro trimestre de 2001. O resultado deste trimestre também reverteu a taxa positiva referente ao trimestre anterior, quando a produtividade registrou uma taxa de crescimento de 2,2%. O índice de produtividade caiu pela primeira vez desde 1995, indicando o desaquecimento da economia norte-americana neste período.

Por sua vez, a compensação por hora trabalhada registrou um aumento de 5,1% no primeiro trimestre deste ano em relação ao quarto trimestre de 2000, incluindo salários, suplementos, benefícios e impostos. A compensação por hora, quando ajustada pela inflação, registra uma taxa de crescimento de 0,9% no período.

Quando o crescimento do PIB está acelerado, em cenários de expansão econômica, o crescimento da produtividade aumenta. Em sentido contrário, quando o quadro econômico indica desaquecimento como atualmente, os ganhos da produtividade diminuem. Logo, uma moderação no crescimento da produtividade é de se esperar, em resposta à atual conjuntura. Entretanto, se a queda na produtividade for sustentada pelos próximos trimestres poderá indicar que o crescimento dos anos 1990 tem um componente cíclico muito maior que se estimava.

Embora o relatório da produtividade indique que as pressões inflacionárias ainda são evidentes na economia, o presidente do Fed Alan Greenspan declarou ontem que a inflação não é um preocupação imediata. Sendo assim, o impacto desta divulgação não deverá ser tão grande.

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