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SÃO PAULO – A produção do setor privado brasileiro deu sinais de recuperação em junho, revertendo parte das perdas no mês anterior. Segundo levantamento do HSBC, o PMI (Purchasing Manager’s Index) Composto, que compila números sobre a indústria e sobre o setor de serviços, passou de 49,6 para 51,5 no período, uma “modesta expansão” no nível de atividades, conforme aponta o banco em relatório.
O resultado, contudo, não foi suficiente para consolidar ganhos no trimestre. No acumulado de abril a junho, o PMI atingiu o patamar de 51,3, o que representa o pior desempenho desde o terceiro trimestre de 2011.
Serviços puxam resultado
O aumento da produção em junho refletiu um nível mais elevado de atividade dos provedores de serviços, já que a produção do setor industrial manteve declínio no mês.
O desempenho do setor de serviços é explicado pelo seu Índice de Atividade de Negócios, que cresceu de 49,7 para 53,0 em junho. “Um em cada cinco entrevistados relatou um aumento na demanda”, explica o banco.
Como reflexo do aumento de negócios, as empresas do setor de serviços contrataram pessoal adicional em junho. Cerca de 12% das empresas monitoradas aumentaram o número de funcionários em relação a maio, a taxa mais alta em quatro meses.
“No entanto, ainda é cedo para comemorar. Ainda que o PMI de serviços tenha voltado a ficar acima de 50, os resultados do segundo trimestre como um todo apontam para uma redução da atividade econômica”, afirma André Loes, economista-chefe do HSBC Brasil.
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Metodologia da pesquisa
O PMI consolidado do HSBC é uma média ponderada do Índice de Produção e do Índice de Atividade de Negócios de Serviços, baseado em pesquisa realizada com mais de 800 empresas do setor industrial e de serviços brasileiros.
Já o PMI de serviços baseia-se em dados compilados a partir de respostas mensais a questionários enviados a executivos encarregados por compras em mais de 350 empresas do setor de serviços privados.