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SÃO PAULO – A fase não é boa para a OGX Petróleo (OGXP3), que tiveram sua perspectiva de crédito rebaixada pela agência de classificação de risco Moody’s nesta terça-feira (3). Depois de anunciar produção menor do que se estimava no campo de Tubarão Azul, as ações da petrolífera registraram um tombo na BM&FBovespa – chegando a cair mais de 40% na semana passada.
“A perspectiva negativa para o rating reflete a produtividade dos primeiros poços”, afirmou Gretchen French, vice-presidente da agência de classificação de risco.
Nível de produção é patamar chave
Além disso, atrasos na execuções de projetos e a elevação do endividamento da companhia já tinham retirado flexibilidade do rating da OGX – que por ora permanece em B1. “Uma consideração a ser feita é o nível de produção do terceiro poço em Tubarão Azul. É possível que a produção alcance 15 mil barris diários de petróleo, contra uma expectativa inicial de 40 mil”, afirmou a agência.
O nível de produção é um dos pontos principais para a avaliação do rating. A Moody’s espera elevar o rating caso a produção supere os 20 mil barris de óleo equivalente diariamente – algo impensável no curto prazo. É mais provável que o rating seja rebaixado no caso da produção recuar, a liquidez seja restrita ou os níveis de endividamento da companhia se elevarem nos próximos meses.
Embora tenham iniciado esta semana em recuperação, o mercado se mostra cada vez mais pessimista para a empresa de Eike Batista. Além de sucessivos cortes de recomendação por parte de diversos bancos estrangeiros, a confiança do mercado na capacidade do megaempresário de entregar resultados foi seriamente abalada.
Uma das principais preocupações do Deutsche Bank era no perfil de dívida da companhia. Com menor fluxo de caixa, a expectativa é que a companhia tenha que tomar novas dívidas para continuar a campanha exploratória. É possível que isso atrapalhe as condições da empresa de pagar as dívidas já existentes.