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SÃO PAULO – Após dois meses consecutivos de queda, a produção industrial brasileira voltou a subir em março, registrando expansão de 1,5% frente ao resultado de fevereiro, segundo informam os dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física, divulgada nesta sexta-feira (06) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em relação ao mesmo período do ano passado, a sondagem aponta incremento de 1,7% no volume de produção industrial. Esta é a décima nona alta seguida nesta base comparativa. Já no acumulado do primeiro trimestre do ano, a evolução chega a 3,9% diante dos números dos três meses iniciais de 2004.
Apesar da manutenção da trajetória de crescimento industrial na comparação com o ano passado, o ritmo da evolução vem apresentando arrefecimento há alguns meses. Em março, a alta acumulada em 12 meses ficou em 7,6%, contra 8,6% verificados em fevereiro.
Bens de capital estimulam alta
A expansão industrial de 1,5% observada na passagem de fevereiro para março é decorrência, sobretudo, do bom desempenho do setor de bens de capital, cuja produção aumentou 5,4% no período, revertendo uma seqüência de duas quedas consecutivas e perdas acumuladas em 4,8%.
Praticamente estável, o segmento de bens intermediários protagonizou alta de apenas 0,1% em março, variação insuficiente para compensar a retração de 1,2% observada um mês antes.
Já a produção de bens de consumo duráveis não conseguiu repetir o expressivo resultado de fevereiro, quando havia evoluído 11,7%, e caiu 0,7% no mês de março. O setor de bens de consumo semiduráveis e não duráveis, por sua vez, manteve seus resultados negativos, embora tenha retraído apenas 0,2% no período, contra – 4,0% verificados anteriormente.
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Na análise por ramos industriais observadas pelo IBGE, houve expansão em 15 das 23 atividades pesquisadas, com destaque positivo para as áreas farmacêutica (13,1%); de máquinas e equipamentos (4,0%); de celulose e papel (4,0%) e de material eletrônico e equipamentos de comunicação (3,6%). Em contrapartida, o estudo apurou queda em atividades como refino de petróleo e produção de álcool (-2,4%) e metalurgia básica (-2,6%).
Expansão em relação a 2004 dá sinais de cansaço
Os resultados provenientes da comparação com igual período do ano passado, apesar de revelarem taxas menos intensas que as vistas em meses anteriores, são mais favoráveis que os números registrados na passagem de fevereiro para março. A maior alta ocorreu no segmento de bens de consumo duráveis, cuja produção cresceu 13,9% em um ano.
Com elevação de 1,6% em seu nível de atividade ao longo dos últimos 12 meses, o segmento de bens de consumo semiduráveis mantém trajetória positiva por cinco meses seguidos e fica com a segunda maior expansão do período. Já a produção de bens de capital teve evolução abaixo da média, de apenas 0,5%; e a única queda entre os ramos industriais foi observada nos bens intermediários, que interromperam uma série de 19 meses em evolução e retraíram 0,4% em março.
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De acordo com o IBGE, em relação a março do ano passado houve incremento produtivo em 16 dos 27 ramos analisados pela sondagem. Os melhores desempenhos foram os verificados nas atividades que envolvem veículos automotores (6,2%), nos ramos farmacêutico (15,1%) e de máquinas e equipamentos (4,9%). Vale dizer que esta base comparativa indicava aumento produtivo em 22 atividades no mês de fevereiro.
A Pesquisa Industrial Mensal acompanha a evolução da produção e do mercado de trabalho na indústria. Promovendo ajustes sazonais, os indicadores calculados a partir dessa pesquisa apresentam resultados para todo o Brasil, e para vários gêneros do setor, com foco na indústria geral, extrativa mineral e de transformação.