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RIO DE JANEIRO – A produção industrial brasileira cresceu 1,9 por cento em junho frente a maio, acima do esperado e com destaque para bens de capital, anulando a queda revisada de 1,8 por cento vista no mês anterior.
Em relação junho de 2012, a produção industrial teve expansão de 3,1 por cento, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, acumulando no ano crescimento de 1,9 por cento.
Pesquisa da Reuters junto a 19 analistas mostrou que a expectativa era de alta mensal de 1,3 por cento em junho e de 2 por cento sobre um ano antes.
Entre as categorias de uso, Bens de Capital –uma medida de investimento– registrou alta mensal de 6,3 por cento e Bens de Consumo, 3,0 por cento. Já a produção da categoria Bens Intermediários ficou estável.
Na comparação anual, Bens de Capital teve um forte impulso, de 18 por cento, enquanto a produção de Bens de Consumo cresceu 2,8 por cento e Bens Intermediários, 0,4 por cento.
Pelos ramos de atividade, 22 dos 27 pesquisados apresentaram alta mensal, com destaque para a indústria farmacêutica (8,8 por cento), máquinas e equipamentos (3,2 por cento), outros equipamentos de transporte (8,3 por cento) e veículos automotores (2 por cento).
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Na ponta oposta, entre as cinco atividades que reduziram a produção nesse mês, o pior desempenho foi de refino de petróleo e produção de álcool, com queda de 4,1 por cento.
O IBGE revisou o dado de produção de maio sobre abril, para uma queda de 1,8 por cento, ante 2 por cento.
Apesar de em junho a produção industrial ter registrado a maior alta desde janeiro passado (2,7 por cento), a atividade tem registrado comportamento errático neste ano.
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Em julho, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getúlio Vargas recuou 4,0 por cento ante o mês anterior, atingindo o menor nível desde julho de 2009.
A fraqueza da produção industrial chegou a afetar o indicador de atividade do Banco Central, que em maio mostrou a maior retração da economia desde 2008.
Diante disso, as estimativas sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro vêm sendo reduzidas, seguindo na direção dos 2 por cento.