Produção industrial cresceu 0,7% em janeiro, diz IBGE

Crescimento é ainda maior na comparação com janeiro do ano passado, quando produção cresceu 2,8%; maioria dos setores cresceu em janeiro

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SÃO PAULO – O IBGE (Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia) divulgou, nesta sexta-feira, o resultado da sua pesquisa mensal de produção industrial para o mês de janeiro. Segundo o relatório, a produção industrial no primeiro mês do ano registrou expansão de 0,70% em relação ao mês de dezembro do ano passado.

Na comparação com janeiro do ano passado, o crescimento foi maior, de cerca 2,8%. No acumulado dos 12 meses terminados em janeiro, a expansão da produção industrial subiu para 2,7%, frente a 2,3% no final do ano passado.

Maioria dos setores registrou expansão em janeiro

O resultado de janeiro reflete a expansão na produção de 12 dos 20 setores acompanhados pelo IBGE, com destaque para os setores relacionados à exportação, agroindústria e petróleo, enquanto os setores dependentes da demanda doméstica acabaram sendo prejudicados devido à perda de poder aquisitivo da população decorrente da aceleração da inflação na segunda metade do ano passado.

Desta forma, o resultado de janeiro aponta uma melhora na produção industrial visto que, em dezembro do ano passado, dezenove dos 20 setores analisados apresentaram retração na produção em relação ao mês de novembro.

No que refere às chamadas categorias de uso, o maior crescimento foi registrado no segmento de bens de capital, que cresceu 5,1%, seguido do de bens intermediários, com expansão de 1,5%. Em sentido contrário, os segmentos de consumo duráveis (-0,4%) e semi e não duráveis (-2,2%) registraram queda na produção de janeiro em relação a dezembro.

Comparação com janeiro é ainda mais favorável

Na comparação com janeiro do ano passado, o melhor desempenho ficou com a industria extrativa mineral, que registrou expansão de 4,2%, seguida da indústria de transformação (2,5%). Assim como na comparação com dezembro, doze das 20 categorias acompanhadas registraram crescimento.

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Nas categorias de uso somente um dos segmentos, o de semi e não duráveis apresentou retração, ao registrar queda de 5,7% na produção. O fraco desempenho do segmento se deve, sobretudo, à queda de 6,5% na produção de semiduráveis. Em sentido contrário, a maior expansão foi registrada no segmento de bens de consumo duráveis com uma expansão de 6,2%, em seguida ficou o segmento de bens intermediários, com expansão de 4,9%, e por último o dos bens de capital, que cresceu 2,6%.

Acumulado 12 meses manteve trajetória positiva

Finalmente, o índice acumulado nos 12 últimos meses manteve uma trajetória positiva, beneficiada, sobretudo, pelo desempenho dos bens intermediários, cuja variação acumulada aumentou de 3,1% no final de dezembro para 3,6% no final de janeiro. Em seguida ficou segmento de bens de consumo duráveis cuja variação 12 meses subiu de 2,8% em dezembro para 3,6% em janeiro.

Ainda que a variação acumulada nos 12 meses terminados em janeiro do segmento e bens de capital tenha ficado negativa em 0,6%, o segmento registrou uma tendência positiva em janeiro visto que esta variação estava negativa em 1,1% no final de dezembro. Por último, o segmento de bens de consumo semi e não duráveis registrou tendência inversa, uma vez que a variação acumulada de 12 meses em janeiro ficou negativa em 0,5%, frente a uma expansão de 0,2% registrada em dezembro.