Produção de commodities

Produção de soja deve recuar, mas a de milho e trigo será recorde, diz IBGE

A produção de soja deve somar 118,6 milhões de toneladas, uma redução de 12,1% em relação ao produzido no ano passado.

Por  Estadão Conteúdo -

O Brasil deve colher menos soja em 2022, mas a produção de milho será recorde, segundo os dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de março, divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A produção de soja deve somar 118,6 milhões de toneladas, uma redução de 12,1% em relação ao produzido no ano passado.

Já a produção nacional de milho foi estimada em 112,0 milhões de toneladas, com crescimento de 27,6% ante 2021. A lavoura de milho 1ª safra deve somar 25,7 milhões de toneladas, um aumento de 0,2% em relação a 2021. O milho 2ª safra deve totalizar 86,3 milhões de toneladas, aumento de 38,9% em relação a 2021.

A estimativa de produção do arroz foi de 10,6 milhões de toneladas para 2022, queda de 8,4% em relação ao produzido no ano passado.

O algodão herbáceo deve alcançar uma produção de 6,7 milhões de toneladas, um avanço de 15,2% ante 2021.

Trigo vem com recorde

Também segundo o IBGE, a produção nacional de trigo deve alcançar recorde de 8,879 milhões de toneladas este ano, um avanço de 13,6% em relação a 2021. Na comparação com a projeção de abril, houve uma elevação de 12,1% em maio.

A região Sul deve responder por 89,9% da produção em 2022. No Paraná, maior produtor nacional de trigo, com participação de 43,7% no total, a produção foi estimada em 3,9 milhões de toneladas, crescimento de 0,5% em relação ao mês anterior e de 20,8% ante 2021.

O gerente da pesquisa do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, lembra que os preços do trigo estão em alta por causa da invasão da Rússia à Ucrânia, ambos os países produtores e exportadores de trigo, o que incentiva os agricultores brasileiros a investirem na cultura.

O Brasil consome anualmente cerca de 12 milhões de toneladas de trigo, e costuma importar de países do Mercosul grande parte do complemento que necessita para atender à demanda doméstica, lembrou Guedes.

“Continuaremos importando, mas importando menos”, disse Guedes.

A melhora na expectativa para o trigo nacional foi o que puxou o aumento na projeção da safra agrícola brasileira na passagem de abril para maio.

“O grande impacto deste mês foi realmente trigo”, afirmou Guedes. “Quase 1 milhão de toneladas a mais”, completou.

Cálculo geral

O IBGE calcula que o Brasil colherá 263,0 milhões de toneladas der grãos em 2022, 1,5 milhão de toneladas a mais que o previsto em abril.

No levantamento de maio, destacaram-se as variações positivas, em relação ao mês anterior, do trigo (12,1% ou 956,3 mil toneladas a mais), aveia (13,6% ou 137,1 mil toneladas), cevada (4,0% ou 18,1 mil toneladas), algodão em caroço (3,2% ou 207,7 mil toneladas), milho 1ª safra (1,6% ou 403,6 mil toneladas), feijão 3ª safra (1,4% ou 9,6 mil toneladas), feijão 1ª safra (1,4% ou 15,2 mil toneladas), café canéfora (0,8% ou 8,7 mil toneladas) e soja (0,1% ou 92,4 mil toneladas).

Na direção oposta, houve revisão para baixo nas estimativas para o café arábica (-5,9% ou -132,2 mil toneladas), feijão 2ª safra (-1,4% ou -18,6 mil toneladas), sorgo (-1,2% ou -36,1 mil toneladas) e milho 2ª safra (-0,3% ou -253,3 mil toneladas).

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