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SÃO PAULO – A produção de celulose no Brasil teve alta de 17,5% em março em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo 1,194 milhão de toneladas. No acumulado trimestral, a produção cresceu 13,1% frente ao registrado no mesmo período de 2009, somando 3,505 milhões de toneladas.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (23) pela Bracelpa (Associação Brasileira de Celulose e Papel), que acrescenta, em comunicado, que os resultados crescentes na produção e vendas da celulose refletem a recuperação econômica de mercados estratégicos do setor após a crise.
Do total produzido em março, 1,034 milhão de toneladas corresponde à celulose de fibra curta. No País, ela é produzida a partir do eucalipto e responde pela totalidade das exportações. Com o resultado de março, a produção apresenta alta de 14,9% no ano em relação ao mesmo período de 2009, com total de 3,015 milhões de toneladas.
A produção de fibra longa, no entanto, permaneceu praticamente estável em relação à março do ano passado, subindo apenas 0,8%. No trimestre, o avanço foi de 7,2%, para 388 mil toneladas.
Aumento na produção e consumo
Segundo a Bracelpa, a produção de papel, impulsionada pela demanda do setor de embalagens, saltou de 2,232 milhões para 2,430 milhões de toneladas em igual período do ano passado, com alta de 8,9%. O consumo de papel no país ficou em 2,212 milhões de toneladas, 10,4% acima dos 2,003 milhões de toneladas da comparação trimestral.
De todo o papel produzido no mês passado, as embalagens representaram 417 mil toneladas, alta de 10% na comparação anual e de 11,5% na mensal. No primeiro trimestre, a alta foi de 6,6% em relação a 2009, com uma produção de 1,203 milhão de toneladas.
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O consumo aparente de papel também subiu. Com 2,212 milhões de toneladas, teve alta de 10,4% na comparação com o primeiro trimestre de 2009.
Exportações e importações
As exportações (todas de fibra curta) totalizaram 885 mil toneladas no terceiro mês do ano, disparando 65,7% ante março de 2009 e 35,5% ante fevereiro. No ano, o aumento foi de 19,1%, para 2,157 milhões de toneladas.
As importações também apresentaram alta ao atingirem 342 mil toneladas, 55,5% a mais do que as 220 mil toneladas do mesmo trimestre do ano passado.